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01 junho, 2016

ESCOLAS DE BAIRRO - O PIOR DOS PESADELOS

Este tema nem merecia vir para o meu blog, mas eu e os pormenores não nos damos bem. Por isso tenho de registar para daqui a uns anos ainda me rir com isto. (e espero mesmo rir)
E é sobre a nova escola onde estou. Sim, despedi-me de onde estava para vir para esta escola de malucos, onde a educação é coisa que muitos nunca vão chegar a ter. Como eu costumo dizer, é a Amadora no Luxemburgo.

Aqui vão algumas citações dos alunos deste estabelecimento. De referir que é uma escola do 1º ciclo com seis anos de estudos. Os alunos podem ter até 12 anos. Algumas das citações podem chocar. Não aconselhável a pessoas sensíveis.

Alunos na minha sala de aula:
- A minha mãe não quer que eu coma doces antes do jantar. Ela diz "se te pões a comer doces, depois vais para a mesa e não comes um cu"

- As raparigas estão a demorar muito na casa de banho. Devem estar a mexer na rata.

- Como é que as primeiras pessoas do mundo sabiam como se faziam filhos?

- Tás nervoso? Sabes como é que diz a minha mãe? Mete os nervos pelo cu acima.

- A minha mãe foi ontem à consulta mas ainda não deu para ver se tem pila ou virgínia (a mãe está grávida)

Alunos na sala de aula das minhas colegas:
- O meu padrasto vai para a cave com a minha irmã. Eu sei o que eles vão para lá fazer. A minha irmã agora tem namorado e o meu padrasto não gosta nada dele. A minha mãe diz que não faz mal porque eles só foram para a cave uma vez, mas eu sei que eles já foram outra vez. Eu não quero que a segurança social venha lá a casa porque um dia mais tarde eu quero ter um trabalho e posso ter problemas em arranjá-lo por causa disso.

- Quanto é que mede a tua pila? Temos de a medir quando ela estiver assim mais reta.
(entretanto arrancavam os pelos e colocavam em cima da mesa)

- Eu até chamo o meu pai para te vir papar o que tens no meio das pernas. (dito por uma rapariga para a professora)

- Que fixe! Hoje é sexta. Hoje à noite vou pró karaoke com o meu pai, bebemos umas bejecas e no fim levamos umas gajas pra casa. Tumba, tumba, tumba, toda a noite.

- Oh professora, porque é que às vezes a piça endireita?

(post em contínua atualização até dia 15 de julho)

05 janeiro, 2016

PARIS, TRABALHO E PICCOLO

Primeiro texto do ano. E não começa bem.
Segundo dia de aulas. 
Fiquei na lista dos excluídos na candidatura para professores de português no estrangeiro. Há sempre alguma coisa que não está bem. Desta vez não enviei os diplomas de inglês e espanhol. E enganei-me numa opção em relação à minha situação profissional atual. Que mania de não perguntar e querer fazer sozinha. Sim, mas isto não é só culpa minha. O facto das pessoas serem cada vez mais por si, faz com que eu nem sequer ouse fazer perguntas, adivinhando logo a resposta. Tenho de começar a pensar que nem sempre é assim e ainda menos numa situação desta onde há pessoas postas à disposição precisamente para tirar dúvidas. 
Agora tenho de saber se o jardim de infância onde trabalho está interessado em me contratar para o próximo ano letivo. Melhor do que em part-time como professora de português.
Já chorei hoje. Saber isso da candidatura EPE, mais o facto do meu piccolo não estar cá esta semana e ainda mais por estar completamente sozinha nesta cidade. A colega de casa ainda só lhe disse praticamente bom dia de manhã e boa noite à noite desde sábado. Cada uma tem o seu quarto e não há cá que incomodar os outros.
Cheguei sábado e à parte o local de trabalho, praticamente não falei com ninguém por mais de dois minutos. E mesmo no trabalho é triste ter de falar só com os alunos que têm metade da minha idade. (no jardim de infância ainda me vou safando com alguns adultos, bah. É o que vale).
Ainda na semana passada estava a partir-me a rir e esta semana já pareço outra pessoa. Como uma cidade pode mudar as pessoas. Como é verdade dizer "Em Roma sê romano". E como é verdade ter mesmo de o ser para não fugir aos hábitos comuns da sociedade.


O A. esteve em minha casa na passagem de ano. Conheceu toda a família. Os primos falaram muito com ele mas o que valeu foi que algumas coisas eram em português. Têm uma conversa muito porca, estes meus primos. Ainda não sei se gostou ou se levou a mal certas coisas. Ainda mal falei com ele depois disso. No primeiro dia do ano arrependi-me logo de o ter apresentado à família. O rapaz às vezes é tão distante que eu não sei em que é que ele está a pensar e ele também não diz. Primeiro não é nada, depois inventa qualquer coisas para me calar. Mas aí ainda é pior porque se contradiz. Enfim! Às vezes tenho vontade de acabar com esta relação devido a estas situações que me deixam insegura. Mas depois penso no quão homem da minha vida ele é. Quero que ele venha rápido e quero que ele esteja sempre comigo. Sozinha é que eu não posso estar nesta cidade.

17 setembro, 2015

EU, A PROFESSORA DE PORTUGUÊS

Dói-me a cabeça. Dói-me o coração. Tenho a sensação que não vou conseguir dar conta do recado. E não gosto nada desta sensação. Porque quando estou num trabalho, gosto de o fazer bem.
Ser professora não é fácil. e pelo 1º ano da minha vida, sou uma professora normal. Não sou estagiária, não sou substituta. Sou a professora de Português. Ponto. A meio do mês e já tenho testes para corrigir. Vou fazê-lo amanhã. Nem sei que cotação atribuir, quanto descontar dos erros ortográficos. Enfim. Logo verei. 
Para além disso, tenho uma aluna que quer passar o BAC (não me perguntem o que é, please) em Literatura Portuguesa. Pelos vistos exige muito esforço da minha parte para prepará-la. Eu nem sequer conheço direito o programa.... A professora que estava no meu lugar no ano passado não me atende o telefone.
Detesto as quartas porque dou aulas ao liceu - que inferno! Às vezes nem quero falar muito com medo de que os alunos saibam mais do que eu (é triste). As quintas à tarde matam-me porque 6º e 7º anos seguidos é o terror. Barulho de canetas, de folhas e de porta-lápis a cair é coisinha que não falta. Mascaro-me e sou uma professora má durante estas duas horas. Saio da escola com uma cabeça que eu nem sei.
Resta-me o 8º e 9º que é pacífico mas porque só tenho duas alunas em cada ano.

Ai querias ser professora? Toma lá que é para aprenderes.

E pronto. A minha esperança é um dia mais tarde vir aqui ler este texto e perceber que a única coisa que me faltava era experiência e entrar no ritmo escolar francês. De resto, a vida de um professor é fácil.


Uma pequena história na sala de aula. Hoje, que é quinta-feira, dei aulas ao 7º ano. Os trabalhos de casa era saber simplesmente apresentar-se, utilizando os verbos "chamar-se" e "ser". Por exemplo: Eu chamo-me Mónica e sou francesa. Uma miúda que ainda não percebeu as regras nas minhas aulas, fala sempre sem ser solicitada e diz-me: 
- madame, madame, eu fiz os trabalhos de casa e escrevi tudo no caderno. Passei a limpo e tudo. Fiz os trabalhos de casa com a minha mãe. Posso ler? Então, eu chamo-me I, sou francesa, mamãe turca, papai argélie.
- Ok, ok - interrompo-lhe eu. Eu só pedi com os verbos chamar-se e ser. O resto ainda não sabes. Essas frases não estão bem feitas.
- Mas madame, está bem? mamãe turca, papai argélie - repetia ela. E ria-se.
- Para já não é papai nem mamãe.
Diga-se de passagem que me deu uma vontade de rir do caraças. Ainda fiz um sorrisinho à AVS.
- Sim, é. Nós vimos um filme no ano passado que a outra professora nos pôs. E eles diziam mamãe e papai.
- Sim. Mas isso é português do Brasil. É mãe e pai.

Oh que sorte de rapariga lá com o mamãe e papai afranceleirado.

13 fevereiro, 2015

SE NÃO É O AMOR, NÃO SEI O QUE É!

Já se passou uma semana e dois dias e só agora consigo escrever sobre isto. (Pelo menos sem chorar. Não me estava a apetecer chorar baba e ranho ao escrever este post)
Quarta de manhã, dia 4 de fevereiro, recebo um email da CEPE a dizer que fui selecionada para dar aulas de Português em Zimbabwe. O A. tinha saído há pouco de casa e eu estava a arranjar-me para sair também quando li o email.
Era a 4ª da lista, o que significa que os três primeiros recusaram a oferta. Já nem sei bem o que senti, mas uma mistura de tudo. Contente, por finalmente ser selecionada por este programa e por ir para África (sonho que ainda persiste). Triste por saber que isto implicaria estar longe dele e sem saber o que aconteceria à relação (depois de tudo o que fiz para estar ao pé dele é um pouco frustante abandonar tudo).

Saio de casa e mando-lhe uma mensagem para me ligar. Liga-me, estava eu no metro, e explico-lhe a situação. Disse-me que eu devia decidir e que podíamos falar nesse dia à noite. Combinamos que eu iria a casa dele para falarmos sobre o assunto. E foi aqui que começou o choro. Chorei que me fartei. Mesmo assim, pensei que amor é uma coisa e trabalho é outra. E não se trata de um voluntariado. Trata-se da minha área de estudos e, mais do que isso, de um trabalho que não tenho neste momento. Pensei que, apesar de tudo, aceitaria. O contrato é de dez meses e, disse-me o senhor ao telefone, posso despedir-me se arranjar outra coisa. Vou aceitar. Entretanto manda-me uma mensagem a dizer blabla tem em conta o impacto que isso trará para a tua vida blablabla que me pôs ainda mais a chorar.

Fui dar as explicações e, disfarçando, também chorei lá.
"Não posso recusar" pensava. Ainda por cima era a segunda vez que me ligavam de África do Sul. A 1ª vez foi em 2011 e não fui selecionada por falta de provas do domínio de inglês. Com tudo que é necessário, vou recusar???

À noite fui ter com ele a casa e quando o vi a boca ficou seca. Não saía uma única palavra. E se saísse era para chorar. E eu não queria. 
Ele não tirava os olhos de mim sem dizer nada.
- Pára de olhar para mim.
- Então?, pergunta-me
- Então quê?
- Que decidiste?
- Ainda não decidi. Tenho até amanhã às 11h.

Foi tomar banho e levou música com ele. Coisa que não é normal.

Abraçamo-nos e as lágrimas começaram a cair. Perguntei-lhe o que deveria fazer. Respondeu-me que eu não lhe podia fazer essa pergunta. Perguntei-lhe o que faria no meu lugar. Respondeu-me... já nem sei. Respostas abstratas, bah.

Jantamos e valeu-nos o colega de casa dele e a namorada para falarem e acalmarem um pouco as coisas (sem saberem de nada).

Antes de dormirmos voltei a falar disso. Disse-me que quando estivemos longe as coisas não foram fáceis. Disse-lhe que estivemos longe sem saber quando íamos estar perto. Neste caso é por um tempo determinado. Concordou.
Falei-lhe também sobre o que seria de nós daqui a 3 anos (fim do seu período em França) e tentou mudar de conversa dizendo que o que interessava nesse momento era a minha ida para Zimbabwe.
- Não!
Disse-me que daqui a 3 anos não sabia sequer se iríamos estar juntos.
- Como? Como é que podes dizer isso? Tu achas que eu gosto de França? Se não fosse por causa de ti eu não teria vindo. 
Acabei por lhe dizer que a única coisa que eu queria saber era se valia a pena recusar a oferta para ficar perto dele. E foi aqui que ele chorou como um bebé encostado a mim. Nunca vi. Que teve direito a soluços e tudo. Perguntei-me se haveria mais algum motivo para o choro.

Devo dizer que me magoou muito ouvir essas palavras. Sim, acabei por recusar a oferta e jurei que nunca me iria arrepender, nem que tivesse de dizer que recusei porque é muito longe e ia estar muito tempo sem ver a família.

Dormimos. No dia seguinte não pensei noutra coisa. E continuei a chorar. Pensar que ele era o homem da minha vida e de repente oiço isso? Não! Dxani, não deixes que te façam isso.
Comecei a mentalizar-me disso e pensei: bah, afinal não tenho nenhum relacionamento sério. Não tenho que enviar mensagens ao meu namorado durante o dia porque... afinal não é nada sério. Não tenho que lhe desejar boa noite porque ... afinal não é nada serio. Numa próxima oportunidade de emprego no estrangeiro, não tenho que refletir porque ... afinal não é nada sério. Acabou. C'est fini! E não lhe mandei mensagens nesse dia.

Curioso que ele me mandou mensagens um tanto ou quanto mais queridas do que o habitual.
Voltamos a ver-nos no sábado seguinte e não tocamos no assunto. (entretanto soube que a 5ª pessoa da lista aceitou). 

E decidi que, se afinal não é nada sério, toca a fazer alguma coisa para ver se conheces gente e não sais sempre com o namorado (que até gosto bastante).

As coisas agora estão bem melhores. Diria até que estão muito bem, Como no início do namoro. Cheira-me até que amanhã vai ser um dia especial, Jantar romântico em casa. E como se eu não o conhecesse, já estou a ver a casa cheia de flores e velinhas (tou a brincar, bah. mas não deve andar muito longe)


E pronto, escrevi o post sem problemas nenhuns e sem choros.




Esqueci-me de dizer que no dia seguinte saí de casa dele e apanhei o metro para ir para o trabalho. Estava tão drograda, tão apática com tudo que paguei uma multa por causa do passe não cobrir todas as zonas por onde eu passava. nem reclamei, nem me fiz de sonsa "ai e tal eu não sabia", nada. 30€? Só? Faz favor, cartão multibanco.

26 janeiro, 2015

CEPE E COISAS ESTRANHAS

Ontem vi as listas dos professores selecionados para África do Sul, Namíbia e Suazilândia. Foram 13 os professores do 1º ciclo que ficaram selecionados e eu fiquei em quarto lugar. Nada mau. Nada mau, mesmo. Apesar da minha classificação não ter sido muito boa. Só havia uma vaga por isso, se a 1ª pessoa da lista aceitar o posto, não há nada para mim. No entanto, fiquei contente. Deu para ter uma noção da minha classificação e, mais do que isso, que não tenho motivos para ser excluída da candidatura. Se as 3 primeiras pessoas não aceitarem o posto, é a mim que me calha. Sinceramente não sei se quero. Por um lado é o namorado que não quero deixar, por outro é o trabalho de sonho. Aiiii, como é tão difícil de fazer este tipo de decisões. Não há nenhuma frase daquelas "feitas" com algum ensinamento que venha mesmo a calhar para a minha situação? Dava jeito.

Outra coisa. Hoje a minha "patroa" do trabalho de babysitter deu-me folga. Como ela estava em casa, ela não precisava de mim. E isto a ganhar na mesma, é uma maravilha. Mas adiante.
Vinha pelo caminho para casa e a certa altura sinto alguma coisa que me toca de raspão nas costas. Perdida nos meus pensamentos, olho para trás, só naquela, para ver se vejo alguma coisa. Está um rapaz, alto, bem alto, negro, que me diz: Alguém atirou alguma coisa dali.
Só para ter a certeza pergunto-lhe:
- Como?
- Alguém daquela casa atirou alguma coisa.
- Ah ok. 
Tipo, cara de parva, a minha,
Atirou? O quê? Porquê? Oh bairro de me***, este. Fiquei logo a pensar que coisa alguém podia atirar e coisas menos bem cheirosas passaram-me pela cabeça. Arrrrgh. Quero chegar a casa depressa para ver se o meu casaco está limpo. Estava. Mas que foi estranho, foi.

Sim, porque na sexta passada alguém que caminhava atrás de mim acelera o passo e abraça-me por cima do ombro. Assusto-me, pensando que podia ser o namorado, mas essa ideia passou-me logo. Aquela forma de pôr o braço não era a mesma. E era um braço mais pesado. Olhei, e o rapaz, estranhamente negro também, pede-me imediatamente desculpa, dizendo que pensava que era a sua namorada. Oh, sorte! A sério?
- Não faz mal. - digo-lhe eu.
What a fuck?! penso eu em voz alta.
Isto acontece-me cada coisa. O rapaz lá se foi embroa sempre a pedir desculpa.

Depois fiquei a pensar se sou realmente parecida com a sua namorada de costas. E o andar? E as roupas? É tudo igual. Oh sorte (outra vez)!

04 janeiro, 2015

E O ANO DE 2014 FOI...

...o pior da minha vida.
Nem o ano após terminar o curso conseguiu ser tão mau.
Chorei, chorei. O ano em que mais chorei. 

E foi logo em janeiro. Estava a estagiar em Chambéry e não fosse eu prolongar o período de assistência, o contrato terminaria no dia 12. Pensei muitas vezes o porquê de o prolongar. Ia para a escola e servia para nada. Dava 2 ou 4h de aulas por semana e o resto das horas assistia simplesmente às aulas. Falei com a diretora, consegui reduzir um pouco ao meu horário (já que não ia para a escola fazer nada) e comecei a dar aulas também de inglês. A coisa melhorou. 

Fevereiro até foi mais ou menos. Também é mais curtinho. Mês da visita dos primos e mês de ir para a neve.

Março. Ainda não era contagem decrescente da minha estadia nessa cidade mas já começava a pensar o que fazer depois. Afinal apercebi-me de que gostava mesmo do A.

Abril. Chorar todos os dias. Aqui já era a contagem decrescente. Estive todos os dias com o namorado e, fora uma ou duas noites, dormimos sempre juntos. Lembro-me de rir de felicidade quando o abraçava que se transformava de imediato em choro. Final do mês decidimos continuar à distância.

Maio. Para quem estava habituada a estar todos os dias com ele, não o ver (e mesmo ouvir) durante dias foi horrível. Consequência? A Dxani chorava de manhã até à noite. Final do mês não aguentei e disse que queria parar com a relação. Estava à espera que ele contradissesse mas não o fez. Até porque eu disse-lhe decidida que queria terminar. O rapaz não teve escolha. Mesmo assim continuamos a falar como dois namorados. As únicas coisas que não dizíamos era "tenho saudades tuas" e "gosto de ti".

Junho. O mês em que não tive namorado mas reagia como se tivesse. Contava-lhe o meu dia. Ele contava-me o dia dele. Final do mês (mesmo mesmo no final) ele foi a Portugal. Pronto. Fizemos as pazes. Uma semana feliz. Outra vez namorados.

Julho. Mais uma mês de degredo. Não tinha muita coisa para fazer. Ainda dei umas explicações. Tirei o CAPPLE no Porto. Final do mês o tio que está em Paris arranjou uma cunha e fui a uma entrevista. Fiquei. Comecei a trabalhar 2 dias depois.

Agosto. Supostamente podia estar com o meu pequeno mais vezes visto que estávamos na mesma cidade. Mas não foi isso que aconteceu. Como estava a viver em casa dos tios, a liberdade acabou-se. Final do trabalho, casa. Ao domingo? Podia mas esse dia é para estar em família e em casa. Propus sair? Sim, mas percebi que não gostavam da ideia. Ainda fui uma vez com o primo mas senti que foi só para me fazer a vontade. Deixei de pedir e a viver enclausurada. Os tios foram a Portugal a meio do mês e aí aproveitei para estar o máximo de tempo com ele. Até porque depois mudei de casa e a liberdade era outra. Estive algumas vezes mas sentia-o distante. Pensava se ele gostava da ideia de eu ter ido ter com ele.

Setembro. Quando achava que o meu trabalho era assim-assim, neste mês tive a certeza que odiava. Mas o que podia eu fazer? Precisava de dinheiro. Quase chorei quando a gerente me disse que não podia tirar férias no Natal. Depois chorei que me fartei em casa. Trabalhar em algo que não gosto e impedirem-me de estar com a minha família numa altura que adoro. Ficar completamente sozinha em Paris? Mas o que é que estou aqui a fazer? No início do mês saíram candidaturas para a minha área para a zona do país. Como não tinha net, não vi e os prazos passaram. Toca a chorar como uma desesperada outra vez.

Outubro. Fartinha daquele trabalho. Procuro por todo o lado na minha área. Não encontro, claro. Logo no início do mês dizem-me que não me vão renovar o contrato e que só trabalho até ao final do mês. Ia-me dando uma coisinha má. Não gostava de trabalhar lá mas ficar sem emprego era pior. Comecei a mexer-me a sério e arranjei um estágio como professora suplente. Só precisava de passar no estágio para poder ser professora (uma vez que já tinha os diplomas necessários). Avisei que sairia mais cedo do que o previsto porque tinha arranjado na minha área. Passei no estagio. Entretanto foram férias escolares e só me restava esperar.

Novembro. Início das aulas novamente. Toda contente espero que me telefonem na segunda e nada. Até me levantei às 6h da manhã para ter tempo de me preparar e chegar a tempo à escola. Nadinha de nada. Terça igual. Telefono e dizem-me que tenho de esperar. Que nem sempre têm substituições. Percebi que não podia contar com eles e comecei a procurar por outros lados. Entrego currículos em tudo que é escolas privadas no centro de Paris. Meio do mês de novembro e sem trabalhar. Casa para pagar, alimentação. Muita pressão da mamã e da irmã, que tenho de procurar mais, que não posso querer trabalhar só na minha área, blablabla. Choro até de choro. A meio do mês arranjo trabalho como babysitter. Vou buscar uma menina à escola e aguardo em casa dela até a mãe chegar. Começo a ficar um pouco mais contente. O mês já não ia passar em branco. Ponho anúncio na net para explicações de português. Final do mês ligam para explicações de português e de uma escola em Paris. Entrada imediata. Cinco meninos para explicações. Uma vez por semana na escola. Fico contente. Finalmente na área.

Dezembro. Começo na tal escola. Gosto. Apesar de ser muito cansativo. Trabalhar noutra língua também não é fácil. Arranjo mais uma pessoa para explicações de português e desta vez a ganhar mais. Ganho um pouco mais mas nem chega ao ordenado mínimo. Pergunto-me se vale a pena o esforço. Choro. Ainda não tenho amigos. e pelo que vejo não vou ter. Fico ansiosa por ir a Portugal no Natal. Chego a Portugal e é a alegria. Toda a gente me fala de lugares que procuram professores de línguas (querem-me ver cá?). Pergunto-me também o que vou fazer para as franças. As duas semanas passaram a correr. Mas verdadeiramente a correr. nem tive tempo de estar com toda a gente.

Janeiro 2015. Hora da despedida. Choro mais uma vez. Não quero ir. Só tenho lá o namorado e não sei se é motivo suficiente para ir. ainda por cima a viagem é de carro, o que dá tempo para pensar em tudo. E chorar, chorar. Não gosto dos tios.

Agora já estou na minha casinha. Vejo que o frigorífico está vazio mas a conta ainda não está recheada. Primeiro a senhoria. Hoje o pequeno chega. Vamos ver. Ele não sabe desta minha sensação. De não gostar de estar cá. De olhar à volta e senti-me uma desconhecida. (bah, sabe que não gosto disto, mas não sabe que é desta maneira tão profunda)

E pronto, gostava de ter escrito posts durante as férias de natal mas nem tempo tive de me pôr em frente ao computador. De qualquer das maneiras, correu tudo muito bem. Como todos os anos!

Não, este ano não vou passar o mesmo que no ano passado. Isto vai dar uma volta....

01 dezembro, 2014

TÃO LONGE E TÃO PERTO

E faz hoje um ano que tudo começou (ou ontem. Foi um bocado a passagem de um dia para o outro).
E é a 1ª vez que o festejo. E é a 1ª vez que me acontece em condições normais. Ou seja, um namoro normal. Sim, é a 1ª vez que tenho um namoro normal. Que me sinta a namorada de alguém. Hmmm e é tão bonito sentir isto.

E hoje foi o meu 1º dia como educadora. O 1º dia da minha vida como educadora. Com uma sala para mim, onde sou a titular. Bom, a a educadora dos outros dias esteve presente na sala mas não interferiu e fui eu que geri (embora tirasse sempre algumas dúvidas de vez em quando). Para a semana ela não vai estar lá. Vai ser um pouco mais excitante. E cansativo também. Nossa, os meninos são uns queridos mas fazem um baruuuuulho. Tenho de arranjar uma estratégia qualquer para acalmar a coisa.

Hoje fui buscar a pequena à escola. Como de costume. Disse-me pelo caminho que a pessoa que se ocupa das crianças depois das aulas deu a todos um castigo: Escrever 25 vezes algo como "não devo gritar na sala"
Chegamos a casa e nunca mais me lembrei desse trabalho porque não estava escrito no caderno dos deveres. A mãe dela chegou e eu lembrei-me disso. Em vez de estar calada, abro a boquinha e disse-me que nos tínhamos esquecido de fazer esse trabalho. A mãe não ficou nada contente. Que era tarde para ela fazer isso, Que ia demorar tempo. Que ela tinha de se deitar à mesma hora de sempre. Blablabla.
Fiquei pior que estragada. Foi culpa minha sim. Mas em minha defesa digo que aquela auxiliar não tem o direito de marcar trabalhos de casa. E tenho a certeza que amanhã nem vai verificar. E, mesmo que verifique, não acontece nada a ninguém por não ter feito. Ainda por cima, por alguém ter gritado, levou tudo com o mesmo castigo. Tou para ver amanhã se a pequena me diz que ela perguntou por isso.

Bom, para terminar o post com algo bonito, ontem presenteei o meu pequeno com um postal (que ele não ligou nenhuma) e um biscoitinho em forma de coração que dizia "Príncipe". Vi isso na feira de Natal e achei super fofinho. Ele adorou. Mas disse que não ia comer porque é intragável. Eu não conheço o sabor mas ele diz que sim. "O coração é para comer?" pergunta-me ele. E responde logo a seguir "Nãaaao"





20 outubro, 2014

A BOA NOVA

Ainda não vim dar a notícia: passei no estágio.
Andei a semana toda em stress. Comia ainda mais chocolate do que o normal. Tanto que agora tenho a testa cheia de espinhas.
Mas na sexta feira a diretora veio dizer-me que os professores gostaram todos de mim e que me mostrei interessada. Perguntou-me se após a semana de estágio ainda queria ser prof. Oh, a sério? É a única coisa que sei fazer.  Lá preencheu o relatório como que, sim senhor, portei-me bem e disse que o ia enviar à diretora do Ensino Privado durante o fim de semana. (A esta hora já o enviou, espero)

Supostamente estou de férias escolares mas desta vez sem ganhar. O que é muito mau porque são duas semanas. Mas ontem a tia propôs-me de ficar a cuidar das netinhas durante estas duas semanas. Já vai pingar algum ao final do mês. O que me deixa mais tranquila.

Hmm, E para já é tudo. O meu menino está na Alemanha. Conferência (acho que é assim que se chama). Gente chique é outra coisa. Coitadinho. Sozinho no país que tanto gosta.

13 outubro, 2014

A FUTURA PROFESSORA?

E hoje foi o primeiro dia de duas coisas:
- 1º dia que não fui para a ourivesaria (graçadeus né)
- 1º dia do estágio de observação. 
Senti-me um pouco como quando fazia aqueles estágios da universidade. Fico ali a olhar sem grande coisa a fazer.

Não correu mal mas continuo com um medo que no final da semana me digam algo negativo..... 
Ai, muito medo.
Mas aquece-me o coração ter pessoas que me perguntam como correu o primeiro dia. E ainda mais ter pessoas que me desejaram boa sorte para hoje. A mãe dele <.3


Ah! Não ia falar sobre isto mas tenho de contar. 
Ontem ele entra na cozinha e diz-me:
- A minha mãe deseja-te boa sorte para amanhã.
Acho que fico 2 segundos e meio sem reação. E depois digo:
- Ah! Obrigada!
E depois apercebo-me do quão parva foi a reação e pior aquilo que disse.
Mas diga-se de passagem que foi super querida. Isto tendo em conta que não a conheço. 
Mmmm é tão bom saber que ele lhe fala de mim. E depois fico um bocadinho triste comigo mesma por não contar nada dele à minha mamã.



Acho que fui um bocado confusa naquilo que escrevi. Mas eu percebo e acho que vou perceber sempre que ler este post


14 dezembro, 2013

ESTA TRETA DAS PROVAS DE AVALIAÇÃO PARA OS PROFESSORES

Sou COMPLETAMENTE a favor. E não me venham com tretas porque este assunto enerva-me. Estando fora do país e vivendo outras realidades, porque é que queremos ser um país desenvolvido mas queremos agir como um sub? Se os professores dos países ao lado (falo de Espanha, França e Itália) são submetidos a exames, porque é que o pequenino do nosso país não quer fazer?
É ver as minhas colegas da universidade em cólera por causa do exame. Minhas meninas, se saíram com 17 de média, não têm que ter medo. Eu saí com menos e gostaria de me pôr à prova - muito sinceramente. Mas claro, parte dessas boas classificações são as palavrinhas com o professor no final da aula. Porque não me parece bem que uma professora do 1º ciclo vá para o quadro escrever palavras como quizer, oge, secalhar, ade ser, a guardar. Já para não falar da escrita em CAPS LOCK, os Ks em vez dos Qs, as expressões da aldeia, a falta de pontuação e as reticências em todo o lado. Arrrrrrrrgh!
Toda a gente dá erros ortográficos. Eu própria fico furiosa quando escrevo alguma palavra mal. Mas normalmente são palavras menos comuns e que nunca escrevo. Estas que referi agora são palavras que utilizamos vulgarmente. Tenho medo das criancinhas que caem nas mãos de professores assim. 
E é por esta merda que sou a favor do exame.
- Vai para o exame dar erros ortográficos, vai, que eles dizem-te como é - digo eu a cantar de galo - aí vai-se ver quem são afinal os bons. Se são os números que rotulam as pessoas.

15 novembro, 2013

A BOA NOVA

O meu estágio estendeu-se até dia 20 de abril. Que bom! Pena não ser mais tempo. Pena não estar cá nos meus anos.
(Se me sobrar dinheiro nessa altura fico mais uma semaninha)

30 maio, 2013

O TEMA CONTINUA O MESMO

Ando a pesquisar e a pesquisar sobre a cidade e tudo o que lhe diz respeito. 
Encontrei um comentário de um aluno brasileiro acerca da cidade:

"Chambéry é uma cidade muito pequena. Talvez isso tenha me encantado nela. Sempre morei em São Paulo, uma megalópole, e Chambéry talvez seja do tamanho do meu bairro paulistano. Mas isso foi muito bom para mim. Em uma cidade pequena é muito mais fácil se envolver com a população, e com os outros estudantes. Sinto que formei uma verdadeira familia por lá. Estávamos sempre juntos e sempre tinhamos coisas para fazer. Em uma cidade grande, os grupos se dispersam, em uma cidade pequena, os grupos são mais unidos." ttp://www.fea.usp.br/conteudo.php?i=72&u=51

Espero daqui a uns meses dizer o mesmo.

29 maio, 2013

ORA, ENTÃO É ISTO

Ora, estou (bastante) mais calma e agora sim posso falar do meu novo emprego.
Ontem recebi o email da AN (Agência Nacional) a informar-me que tinha sido selecionada para trabalhar em Chambéry - França.
Já vos digo. Estava tipo uma grávida a dar a luz. Não conseguia respirar direito e só dizia "Ai, eu não acredito, eu não acredito".
Disseram-me que na próxima semana saberei mais pormenores - em que escola ficarei, com que idades trabalharei, o que irei fazer exatamente.
Aguardo pacientemente!

E que melhor notícia posso ter no meu último dia de aulas? Sim, ontem foi o meu último dia de aulas mas mesmo assim cheguei a casa e fiz o sumário. Tu não tens emenda, Dxani.
À noite fui comemorar com o pessoal do costume.

Agora é concentrar-me a estudar Inglês (WSI), Espanhol (exame dia 12) e Francês (o meu futuro trabalho exigi-lo-á).
Que salsada vai sair!

28 maio, 2013

CHAMBERY

Estou num estado que não posso definir agora.
Só sei que vou trabalhar para uma escola em Chambery (França) em setembro.
O meu sangue está a correr a 1000 à hora porque estou muito contente.

Quando voltar a mim venho aqui dar mais pormenores.

Beijinhos e abraços

23 abril, 2013

AULAS DE CONVERSAÇÃO ep.5

Não sei se já tinha dito (acho que não) mas há um aluno que é do tipo só estuda, quer ser o melhor, não tem defeitos porque já os ultrapassou, é muito bom no que faz, é melhor que qualquer um na sala e, ainda por cima, tem noção de tudo isto. Não, ele não tem 17 anos, tem 33. 
Bom, já se sabe que o homem (vamos chamar-lhe assim) não tem amigos (pelos menos nesta escola). E para além de não ter amigos, nota-se uma certa aversão ao homem por parte dos outros alunos. 
Ora, hoje quando o homem estava a falar, estava um aluno por trás dele a fazer-lhe caretas por causa daquilo que ele estava a dizer. E estava também uma aluna a aguentar o riso, perdidinha, coitada. E depois estava eu, que sei como é a relação do homem com a turma, a ver os dois tolinhos que me estavam a fazer rir também. 

Mas não, a Dxani é muito profissional e continuou com a postura.

26 fevereiro, 2013

PARABÉNS MAMÃ

Hoje a mamã faz anos mas parece que os presentes vieram todos para mim. Que dia mais bonito!
Recebi na caixa de correio eletrónico a lista de admitidos e excluídos para o Consulado em Zurique. Estou na lista dos admitidos. Liguei à mamã (pela segunda vez neste dia) a contar a novidade e acho que ainda ficou mais feliz que eu. Agora parece que tenho de fazer umas provas para ver se passo para a fase seguinte.

Na aula, a dois minutos do fim, disse aos meus queridos alunos que a mamã fazia anos e eles tiveram a brilhante ideia de lhes cantar os parabéns. Liguei-lhe e foi mesmo em direto. Só ouvia a mamã a rir do outro lado.

Agora estão todos a comer Ambrósio e tarte de morango e eu aqui com um jantar a despachar.

21 fevereiro, 2013

AI, ESTAS AULAS DE CONVERSAÇÃO

Ando com uns nervos a preparar as aulas para a próxima semana...!!!!

Se estiver alguém desse lado a ler-me, por favor dêem-me dicas sobre o que falar com alunos que já conheço razoavelmente bem. Assuntos sem meter-me demasiado nas suas vidas privadas e tendo em conta que já foram muitos os temas abordados (dado que o faço desde outubro).

12 fevereiro, 2013

AULAS DE CONVERSAÇÃO ep. 4

Gosto quando os meus alunos se riem e se divertem nas minhas aulas. Acho que hoje foi um desses dias. Não estava muito inspirada. Alíás, nem levei grandes temas para desenvolver mas há dois alunos (um deles foi pela 1ª vez) que são uns cromos.

Por qualquer motivo falamos sobre dar e receber boleia e eles, que estiveram nos Açores a fazer um estágio internacional, disseram que é muito fácil arranjar boleia lá. Basta pedir e as pessoas dão. Sim, eu já sabia que era um local onde não se passa nada e pouco provavelmente te irão querer mutilar.
O que ele me disse que eu não sabia foi:
- Há um senhor que diz que não tem nada para fazer ao domingo e então anda a rondar a ilha de carro para dar boleia às pessoas.

Não é de rir? E que já lhe aconteceu apanhar boleia das mesmas pessoas.
Sim, eu sei que lá há mais vacas que pessoas.

18 dezembro, 2012

AULAS DE CONVERSAÇÃO ep. 3

Hoje, depois das habituais conversas, fizemos um jogo uns minutos antes de sairmos - como de costume.
Escrevi 9 letras no quadro e pedi que me construíssem palavras através delas. Tinha quase todas as vogais e as consoantes eram muito fáceis para fazerem palavras porque trata-se de um nível básico.

Depois de quase 30 palavras, cada pessoa teria de construir uma frase com 3 palavras à escolha. Acontece que não podiam repetir as palavras, ou seja, era mais difícil fazerem frases à medida que se ia eliminando palavras. E é aqui que entra a anedota.
Um aluno, depois de pensar um pouco, diz: Olá! O pão tem um pelo. 

Jajajajajaja (risos dos espanhóis). Foi a risota total. Até eu tive de me rir aos bocadinhos para não dar muito espalhafato.

Há dias em que as aulas valem a pena.

12 dezembro, 2012

AULAS DE CONVERSAÇÃO ep. 2

Hoje, para diversificar o que faço habitualmente, escrevi uma lista de 12 letras (escolhidas ao acaso) no quadro e pedi que construíssem palavras através delas.
O aluno de que falei aqui, entre outras, disse "anus".
- Ok, muito bem.
Pensei porque não disse "anos" porque também dava. Mas adiante.

Mais tarde, depois de já várias palavras ditas, diz o tal homem:
- Clitóris.
- Como?
- Nada, nada.
Eu pensei que tivesse percebido mal e voltei a perguntar.
- Clitóris - diz-me
- ??? .... É uma zona do corpo?
- Sim.
Ok, como boa profissional que sou, limitei-me a dizer que sim, que também dava.

Cheira-me que a noite passada para ele deve ter sido jeitosa.