01 julho, 2015

MILANO --------- OLÁ PAPÁS DO PRÍNCIPE

Passamos o fim de semana em Milão. Já lá tinha estado embora à noite e com direito a visita apenas à Catedral e ao Duomo. A impressão da cidade foi a mesma. É feia e cinzenta. Para além da cidade e do Duomo, tem o Castelo a visitar e ficamos por aqui. Esteve muuuuito calor. Fomos à Expo e andei muuuuito. Até me doeram o fundo das costas e as coxas. Comemos italiano e visitamos vários stands de vários países. Fiquei morta. O domingo foi para descansar. Apanhamos o voo ao final da tarde e enfim em casa (não é que me importasse de ficar. Paris é sempre aquele ambiente estranho)

Os pais do piccolo chegaram no mesmo dia mas um pouco antes. Despedi-me dele quando cheguei a casa e mais tarde convidou-me por SMS para jantar com os pais no dia seguinte (que acho que foram os pais que propuseram).

Segunda feira, 29 de junho de 2015, conheci oficialmente os pais do príncipe. Oficial ou não, conheci-os.
Não sabia o que me esperava. Além disse havia o entrave da língua e disse ao A. que estava com um pouco de vergonha. Ele disse que era normal mas não adiantou muito mais.
Fomos de carro ter com eles ao hotel onde estavam. Quando chegamos já lá estavam os dois à nossa espera, E com um sorrisão nos lábios. Pelo menos a mãe sim. [Que vergonha]
A mãe dele começa logo a falar pelos cotovelos, toda simpática. Entre perguntar-me se o A. é um bom professor de italiano, ao qual respondi não, e... não sei mais o quê, a senhora falou sempre.
Entramos no carro, e ficamos as duas no banco de trás. direção pizzaria italiana.
"Alora, Daniela" com o seu sotaquezinho italiano. "Que contas?"
Bom, não vou tar aqui a dizer tudo que ela disse até porque não sei qual é a ordem. E a certa altura este texto vai deixar de fazer sentido.
Quando não percebia alguma coisa pedia ajuda ao A. e lá nos íamos entendendo.
Chegados ao restaurante, sentamo-nos e a mãe dele pega num saco e entrega-mo.
"Daniela, é uma prenda para ti"
Como assim? Fiquei logo sem jeito. Acaba de me conhecer. E além disso, porquê? Não faço anos, não arranjei trabalho, sei lá. Tipo, olho para o A. para tentar perceber ou para ver se ele dizia algo e me ajudava com a situação. Nada. Tem um sorriso levezinho nos lábios.
Era um saco da Pandora. Fácil de adivinhar o que estava dentro. Duas pedras azuis, uma máquina fotográfica, uma mala de viagem e um golfinho ao centro. Lindo. Adorei. Agradeci aos dois, pai e mãe, e queria ter sido mais convicta porque amei a prendinha. Mas o meu italiano ainda não é bom.

Comemos as entradas: tomates, pão tostado, corgetes, pimentos. Depois a piza.
Fomos falando, sim a senhora não ficou um minuto calada. E sempre a rir. Parece, ou nota-se, que é uma pessoa feliz. Perguntou-me o que fazia em Paris e disse que também era professora.
"O A. tem um irmão. E tu?" Lá lhe falei das irmãs e dos pais que estão em Portugal.
"Os pais têm saudades?"
"Sofrem muito com a distância da filha?"
"Pois, é difícil. Eu sei o que é"

O pai perguntou-me a idade do meu pai. O A. não ajudava mas lá me consegui fazer entender ao fim de algum tempo.

Terminamos o jantar e fomos para casa. Pelo caminho a estrada estava cortada e mudamos de direção. Não sei por onde andei mas via pelo espelho que o A. não estava contente. O pai lá lhe berrou que estava a andar muito depressa. Se é coisa que não acho é que o piccolo conduz depressa. Aliás, se o fizesse era a primeira a dizê-lo. Não concordei muito com o pai mas pronto.
Entretanto o pai fez-me uma pergunta em que percebi 'Portugal' e 'sempre' mas não consegui perceber o que ele me perguntou ao certo. Disse-lhe que não percebi e o pai pede ao A. para traduzir. Ele não responde. Não diz uma única palavra. E vejo pelo espelho que não está a achar piada à conversa ou sei lá ao quê.
Então o pai diz-me com uma voz mais forte:
"Daniela, tens de aprender italiano para nos entendermos porque o A. não traduz nada."

Fiquei um pouco triste. Acabei por não saber o que me perguntou e depois de nos despedirmos deles, não lhe perguntei nada porque vi que ele estava um pouco nervoso.
Só deu um suspiro e disse: Não é fácil!
- O quê?
- Os meus pais
- Oh, não digas isso.
- Então não é? Principalmente o meu pai. Viste o que ele disse pela minha condução.

Não respondi. Hoje vou estar com ele. Vou despedir-me porque amanhã vou para terras lusas. E vou tentar puxar conversa dos pais e dizer-lhe que ele não foi muito simpático naquele dia.

Os pais telefonam-lhe todos os dias. E normalmente duas chamadas, porque o facto de a mãe ligar, não quer dizer que a parte do pai já esteja feita. Ele telefona também. E por isso mesmo, achei que eles tivessem uma relação mais próxima e amigável. Afinal não é bem assim.


*Lembrei-me de mais conversas que tivemos. Logo no 1º contacto, quando nos encontranmos ao pé do hotel, ela falou do calor que estava. "O A. diz-me sempre que aqui está frio, que está frio. Nós chegamos e está este calor." Sempre a rir
Já no restaurant, e depois de falar, falar, falar e rir, rir, rir, perguntou-me se eu a imaginava assim, tola e que só dizia asneiras. Ri-me e disse que não tinha propriamente pensado. Meio que menti. Cheguei a tentar imaginar como ela poderia ser mas, não sei porquê,  não conseguia imaginar. Mas não, assim não a imaginava. Um pouco mais séria, penso eu.
Entretanto diz-me também que está muito contente por estarmos ali todos juntos e por me conhecer. "Tu és uma bella ragazza, simpatico, calma."
"Grazie" dizia-lhe eu toda convencida.
"És uma pessoa calma, não és? Não és nervosa?!"
"Hmm mais ou menos"
"O A. é mais nervoso, não é?"
"Hmm, não muito. Talvez agora por causa do doutoramento."

Não sei o que quis dizer, mas talvez venha à baila a mesma história da relação dele com os pais. Talvez seja mais nervoso em casa do que quando está comigo. Bem, comigo ele nem é nervoso, só mesmo nesta altura por causa do tanto trabalho que tem. Vou tirar as dúvidas se um dia for a casa dele.

25 junho, 2015

PICCOLO

Nossa,  há tanto tempo que não venho aqui.
E não há grande coisa a dizer, à parte a busca intensa de trabalho e o stress de esperar por respostas que não chegam.

Vou falar um bocadinho do piccolo. Estamos bem. Amanhã até vamos à exposição de Milão e ficamos lá o fim de semana. Acho que é a primeira vez que vou andar de avião com ele. Afinal não acho. É mesmo a primeira vez. 
Mas tenho medo que a nossa relação esteja a cair na rotina. Não vivemos juntos mas às vezes parece. E às vezes dou por nós concentrados na tecnologia. Cada um com o seu telemóvel, Ipad ou computador, no mesmo espaço da casa, e não conversamos. Já lhe disse uma vez que quando estivermos juntos, a tecnologia não entra. Tenho de levar isso mais a sério. 
Além disso, sinto falta daqueles primeiros tempos, quando nos conhecemos e tudo era mágico. A forma como ele me olhava. Havia tanto amor naquele olhar. A forma como me dava carinho. Os abraços que me dava a toda a hora. As coisas bonitas que me dizia. Era tão lindo! E lembro-me de pensar que só podia estar a viver um sonho e que não podia pedir mais que isso. Agora isso já não acontece. A rotina, lá está! Também sei que se lhe falar, ele vai mudar e tentar ser o príncipe que era antes. 
A tese que ele está a fazer ocupa-lhe muito tempo e sei que pode servir de desculpa. Compreendo-o. Mas é aquela coisa, não sei. Sinto que sou eu que o elogio em tudo e acho que ele se habituou um bocado a isso.

13 maio, 2015

BIG BANG THEORY 22






Temporada 8, Episódio 24




À espera da próxima temporada


12 maio, 2015

DIGAMOS, A ELEGÂNCIA

E se ontem a menina que vou buscar à escola me disse "Oh, tu és magra" (que me pareceu um pensamento em voz alta porque continuou a explicar-me como se joga ao yoyo), hoje uma menina da escola onde sou animadora pergunta-me "Tu tens um bebé na tua barriga?"

E pronto, só para dizer que o tipo de roupa que usamos muda-nos muito. Tanto podemos estar elegantes, como parecermos lindas futuras mamãs. Mas mesmo assim, estou muito bonita hoje =)

11 maio, 2015

E PARABÉNS PARA MIM

Foi há dois dias atrás.
Foi um dia tão igual aos outros. Houve momentos que até me esqueci que era o tal dia. O príncipe deu-me duas camisolas da Desigual e um jantar no restaurante português. Esperava mais dele. é tão romântico, blablabla, que pensei que iam sair surpresas atrás de surpresas. Mas pronto. Pode ser que para a próxima seja diferente.
O problema é que há um dia atrás, ou seja, ontem, o rapaz desiludiu-me. Não é bem esta a palavra. O problema é o seguinte. De vez em quando o rapaz anda calado. Ou então anda sempre e eu não me apercebo porque falo, falo, e nem dou conta. Mas ontem lá estava mais caladita e o rapaz não abria a boca. "Que tens, que tens". "Nada", ou "Tou triste porque sinto-me velho".
Não liguei. Já lhe disse que gosto das brancas dele.
Ainda por cima fomos passear até um parque que quando lá chegamos era um conjunto de relva mal aparada. E ainda por cima numa cidade que não tem nada. Fez-me lembrar aqueles casais que moram ali ao lado e que vão passear para lá ao domingo. Que domingo triste!
Chegamos a casa e disparei: Anda lá. Fala lá um bocadinho. Quero-te ouvir. Conta-me coisas.
Continuava sem falar, respondendo um "hmm" que não percebia se era de consentimento ou se não tinha percebido o que tinha dito. Não falou e passou 4 horas com o Ipad na mão. Respirei fundo para não me chatear mas perguntava-me o porquê dele estar ali comigo se afinal era só o corpo presente.

Entretanto lá começou a falar que soube que um colega dele ia ser pai, que estava a ficar velho, que isso tudo o assustava.
"Tens medo de envelhecer? Isso são os jovens. Não os adultos. E já te disse que gostas dos teus cabelos brancos"
Blablabla começa a chorar.
Uf!
Não me deixei levar pelas suas lágrimas e disse-lhe que isso não era razão para estar assim. Acabei por lhe dizer também que ele me deixava muito triste por nunca falar comigo. Ele contradisse-me e eu disse-lhe que as brincadeiras e piadas que ele conta não valem. Que não sabia nada dele porque ele nunca contava nada. Não respondeu.

O assunto mudou e tudo ficou bem. Mas hoje, ao pensar nisso, sinto que há ali mais qualquer coisa. E estou insegura. Triste. Com o coração apertado. Pergunto-me, mais uma vez, se este investimento vale a pena.

=(

04 maio, 2015

PARABÉNS PRÍNCIPE

E os anos do meu príncipe já passaram. E não pude vir atualizar o blog mais cedo.
Então assim resumidamente, oferecei-lhe o primeiro presente à meia noite: um polo (falta de originalidade). Ofereci-lhe o segundo no dia seguinte de manhã: uma caneca personalizada feita por mim e o bolo de morango também feito por mim. Para quem tinha deitado um bolo inteiro fora no dia antes, este até estava bom =)
Ofereci-lhe o terceiro presente nesse dia à noite. Estava cheia de vergonha e o meu coração batia a 100 à hora. Até ele notou. Mas compensou. Depois disse-me: adorei o presente de aniversário.
Claro que se referia ao terceiro. Estava-se nas tintas para os outros ;)

Durante o dia fomos até uma abadia no norte de Paris (leia-se com sotaque americano) Foi uma tarde simples até porque estava frio e ainda caíram umas pingas. Mas foi bom. Estar com ele é sempre bom,
O resto do fim de semana estivemos (quase) sempre juntinhos (tive explicações no sábado). No domingo fomos ao mercado comprar peixe para o almoço e vieiras para o jantar (aHa, quem sabe o que são vieiras? Eu não sabia o nome dessas conchinhas de Santiago de Compostela). Delicioso, mas mesmo delicioso. Vou-me casar com este homem. Não, não é porque ele cozinha bem mas disse-o vários vezes. Apesar de eu não ser nenhuma mestre de cozinha, põe a minha comida 50 vezes abaixo de zero. 
Disse-lhe que o amava. E adoro dizê-lo. É um alívio. Como se a partir daquelas palavras tudo fica bem. Adoro! Adoro ele. Adoro estar com ele. Pronto, já estou a divagar.

E com isto vou criar uma nova página no blog com as coisas bonitas que ele faz, as atitudes que eu gosto nele e as coisas que gosto de ouvir. 
Por exemplo, fico com muitos ciúmes de outras mulheres mas depois de falarmos ele dá-me tanta confiança que não dá para desconfiar. "Porque é que tens esses fantasmas na cabeça?" Disse-me ele no domingo.

E adoro-o, pronto! 

15 abril, 2015

O-OMA

E continuo a dizer que o amo enquanto ele dorme. E na minha cabeça quando o observo. Ainda não saiu nada desta boca. Medo e insegurança. Mas há-se sair. Mesmo que venha a sofrer.

13 abril, 2015

EXS

Estou mal. Muito mal. Isto das exs é sempre um problema. Quer dizer, é? Porque nunca tive experiência. É o que dizem, bah!

29 março, 2015

BIG BANG THEORY 21



Temporada 7, Episódio 22



E num domingo chuvoso , ainda por cima sem o meu pequeno, deixo esta.
Vamos lá ver como me vou safar sozinha.

26 março, 2015

BIG BANG THEORY 20




Temporada 7, Episódio 21

25 março, 2015

O MEU PRÍNCIPE

Porque ele é um príncipe. Ontem provou-o em muitas situações.

Comecemos pelo princípio. Uma curiosidade. Não sei o que estava a fazer no dia 24 de março de 2014 (provavelmente no trabalho) mas no dia 24 de março de 2013 estava em Valência e passei o dia na cama (sei porque é o aniversário de Chang). 

Dois anos depois igual: passo a tarde e a noite toda na cama. Só que desta vez com dores. E tudo porque quis mostrar o meu lado bom de animadora que sou e saltar à corda na escola. Dei um jeito no pescoço e nas costas que até vi estrelas. Fui sentar-me e apercebi-me que não era passageiro. Estava como que bloqueada. Tinha de virar a cabeça com a mão porque não conseguia fazê-lo de outra maneira. Fiquei a pensar se não tinha nada partido porque a cabeça tombava para a frente. E umas dores enormes. Ainda me queixei (desabafo) a uma outra animadora mas as pessoas aqui são tão queridas que ela só falava na hora de ir embora e que tem estado mais frio. E que o miúdo autista bateu a uma miúda. Enfim. Faltavam uns vinte minutos para me vir embora que pareceram horas. Vim para casa de autocarro e um pouco a pé, ainda hoje sem saber como. Que dores! E para me levantar do autocarro. Como as velhas. Nem sei como. Ainda na escola queixei-me ao A. 

Entrei em casa e cama. Nem pijama meti. Só tirei as botas e pimba. Não me conseguia mexer. Passei lá a tarde toda. Queria ao menos ver uma série mas não me conseguia levantar. Aproveitei para ligar a toda a gente. Li um bocado mas a posição não era a melhor. Bref!

À noite o meu pequeno vem ter comigo e foram só miminhos.
Ia começar a cozinhar (porque eu não era capaz) quando me ouviu a queixar sozinha. Não me deixou mais. Dizia que não ia para a cozinha se eu estivesse mal. Trouxe-me uma pomada para as dores musculares. Esfregou-a nas minhas costas. Fez umas massagens leves nas costas. Ajudou-me a sair da cama. Ajudou-me a mudar de posição. Pôs-me água quente nas costas. Queria ajudar-me a comer (mas aí não foi preciso). Um príncipe que eu tenho.

Depois o problema era outro. Precisava de ir a Paris levantar o diploma de língua até ao final da semana e não tinha condições para isso. Ele disponibilizou-se a ir de metro no dia seguinte (mesmo se não percebe nada de metro) e voltar a minha casa para pegar no carro e ir para o trabalho. Andou perdido nas linhas do metro, como eu já previa.

À noite antes de dormir, tira tudo que estava em cima do sofá. "Que tás a fazer? Deixa isso agora." Ele continua, senta-se no safá e põe o edredon por cima dele. Comecei-me a rir. "Não vais dormir aí?! tás a brincar!"
"Ah e tal porque tens muitas dores, porque não te consegues mexer, porque não vais dormir confortável."
"Exatamente por isso. Não me consigo mexer. Deito-me assim e não me mexo mais. Anda lá, anda para aqui."
Deixou de responder. Apagou a luz e disse-me boa noite. Chorei! Chorei! Como é lindo. Dormiu sentado!!!!!!! Sentado, o meu pequeno.
Dormi super mal. Virava-me para um lado, Virava-me para o outro. De costas, De barriga. E tudo isto em câmara lenta e com dores. A meio da noite meti os tampões nos ouvidos porque o relógio me estava a irritar. De manhã ele acorda, sai de casa e eu não me apercebo de nada. Benditos tampões.

Hoje vem-me dar um beijinho e amanhã vai para Itália por 10 dias. Já estou com saudades.

Para lhe agradecer (porque me sinto um pouco desconfortável com tudo o que fez por mim) comprei uns pastéis de nata, que eu sei que ele gosta, e uma bola de berlim. Agora é só esperar que ele chegue.

Eu sei, isto é só 10% do agradecimento.

18 março, 2015

UM SÓ SENTIMENTO

Particularmente triste nos últimos dias, ou mesmo semanas. E se penso muito nisso choro, por isso nem vou pensar.

Na semana passada passei-me com uma miúda na cantina da escola, agarrei-a pelo braço e empurrei-a contra a parede, de tão mal educada que ela é. Começou a dizer que eu lhe bati, não sei quê, ... Vi a minha vida a andar para trás. Ainda por cima por ser uma rapariga que não se deixa ficar. Não lhe bati mas toquei-lhe. E no mundo atual, fazer isso numa escola é caso para ir para a televisão e ser despedida a seguir com direito a não trabalhar mais nas escolas. Tentei falar com ela mas recusou. Fui falar com a diretora e, ufa!, ela livrou-me. Defendeu-me e disse que não exagerei em nada. Que sabe que há sempre problemas com ela. Toma lá para aprenderes (árabe de merda).

Insegura em relação ao meu pequeno (como sempre). Medo que um dia tenha de ser obrigada a esquecê-lo. Isso sim, é um dos maiores motivos que me faz ficar muito triste. E o facto de saber que ele troca emails com a ex dele também não ajuda. Tenho de falar com ele sobre isto ou as minhas noites de sono não vão ser as mesmas.

Não tenho trabalho fixo e canso-me mais do que se tivesse. Andar de um lado para outro, muda de linha aqui, muda de metro ali, entra no autocarro acolá esgota-me.

Não tenho amigos aqui. A única pessoa que tenho é mesmo o meu homem. (a família e a colega de casa não contam). E sim, amizade é mais importante que amor. Concluí isto em Valência, quando estava rodeada de amigos.

E pronto, é isto que me faz sentir triste. Já é muita coisa.

20 fevereiro, 2015

ANJOS

E só ao final de mais ou menos 15 anos é que eu me apercebi que esta é uma versão Britney Spears portuguesa e no masculino. 
Não?



19 fevereiro, 2015

OS 100 ITENS (10)

13. Doar coisas para caridade.
Claro que sim. e aprendi com a mamã. 
Quando era pequena, andava na escola com umas meninas que eram muuuuito pobres. Era um bando irmãs e houve um ano que três delas se conseguiram juntar todas no mesmo ano, tão boas alunas que eram. Bah, o problema é que na casa dela não havia amor, conversa, comida nem higiene. De vez em quando a mamã lá me dava o recado para que elas passassem por casa para ir buscar umas coisas. Dava-lhes bolachas Maria, cebolas, arroz, batatas, ... E eu adorava fazer parte dessa caridade. Sentia-me super importante.
Com o passar dos anos fui doando a roupa que já não usava àqueles vizinho(a)s que precisavam mais do que eu.

Atualmente não dou nada porque acho que as pessoas são umas esquisitas armadas em ricas e não querem. Já eu aceito toda a roupinha. Fico toda contente quando alguém me dá roupa usada (apesar de não haver muita gente a dar-me). E ainda tenho algumas peças em segunda mão no armário que me deram há uns anos.

16 fevereiro, 2015

BIG BANG THEORY 19







Temporada 6, Episódio 24

15 fevereiro, 2015

S. VALENTIM

Tive direito a um jantar todo romântico feito por ele, uma rosa quase do meu tamanho, um colar (destes da moda todo colorido e muito bonito) e um bilhete que me fez chorar.

13 fevereiro, 2015

SE NÃO É O AMOR, NÃO SEI O QUE É!

Já se passou uma semana e dois dias e só agora consigo escrever sobre isto. (Pelo menos sem chorar. Não me estava a apetecer chorar baba e ranho ao escrever este post)
Quarta de manhã, dia 4 de fevereiro, recebo um email da CEPE a dizer que fui selecionada para dar aulas de Português em Zimbabwe. O A. tinha saído há pouco de casa e eu estava a arranjar-me para sair também quando li o email.
Era a 4ª da lista, o que significa que os três primeiros recusaram a oferta. Já nem sei bem o que senti, mas uma mistura de tudo. Contente, por finalmente ser selecionada por este programa e por ir para África (sonho que ainda persiste). Triste por saber que isto implicaria estar longe dele e sem saber o que aconteceria à relação (depois de tudo o que fiz para estar ao pé dele é um pouco frustante abandonar tudo).

Saio de casa e mando-lhe uma mensagem para me ligar. Liga-me, estava eu no metro, e explico-lhe a situação. Disse-me que eu devia decidir e que podíamos falar nesse dia à noite. Combinamos que eu iria a casa dele para falarmos sobre o assunto. E foi aqui que começou o choro. Chorei que me fartei. Mesmo assim, pensei que amor é uma coisa e trabalho é outra. E não se trata de um voluntariado. Trata-se da minha área de estudos e, mais do que isso, de um trabalho que não tenho neste momento. Pensei que, apesar de tudo, aceitaria. O contrato é de dez meses e, disse-me o senhor ao telefone, posso despedir-me se arranjar outra coisa. Vou aceitar. Entretanto manda-me uma mensagem a dizer blabla tem em conta o impacto que isso trará para a tua vida blablabla que me pôs ainda mais a chorar.

Fui dar as explicações e, disfarçando, também chorei lá.
"Não posso recusar" pensava. Ainda por cima era a segunda vez que me ligavam de África do Sul. A 1ª vez foi em 2011 e não fui selecionada por falta de provas do domínio de inglês. Com tudo que é necessário, vou recusar???

À noite fui ter com ele a casa e quando o vi a boca ficou seca. Não saía uma única palavra. E se saísse era para chorar. E eu não queria. 
Ele não tirava os olhos de mim sem dizer nada.
- Pára de olhar para mim.
- Então?, pergunta-me
- Então quê?
- Que decidiste?
- Ainda não decidi. Tenho até amanhã às 11h.

Foi tomar banho e levou música com ele. Coisa que não é normal.

Abraçamo-nos e as lágrimas começaram a cair. Perguntei-lhe o que deveria fazer. Respondeu-me que eu não lhe podia fazer essa pergunta. Perguntei-lhe o que faria no meu lugar. Respondeu-me... já nem sei. Respostas abstratas, bah.

Jantamos e valeu-nos o colega de casa dele e a namorada para falarem e acalmarem um pouco as coisas (sem saberem de nada).

Antes de dormirmos voltei a falar disso. Disse-me que quando estivemos longe as coisas não foram fáceis. Disse-lhe que estivemos longe sem saber quando íamos estar perto. Neste caso é por um tempo determinado. Concordou.
Falei-lhe também sobre o que seria de nós daqui a 3 anos (fim do seu período em França) e tentou mudar de conversa dizendo que o que interessava nesse momento era a minha ida para Zimbabwe.
- Não!
Disse-me que daqui a 3 anos não sabia sequer se iríamos estar juntos.
- Como? Como é que podes dizer isso? Tu achas que eu gosto de França? Se não fosse por causa de ti eu não teria vindo. 
Acabei por lhe dizer que a única coisa que eu queria saber era se valia a pena recusar a oferta para ficar perto dele. E foi aqui que ele chorou como um bebé encostado a mim. Nunca vi. Que teve direito a soluços e tudo. Perguntei-me se haveria mais algum motivo para o choro.

Devo dizer que me magoou muito ouvir essas palavras. Sim, acabei por recusar a oferta e jurei que nunca me iria arrepender, nem que tivesse de dizer que recusei porque é muito longe e ia estar muito tempo sem ver a família.

Dormimos. No dia seguinte não pensei noutra coisa. E continuei a chorar. Pensar que ele era o homem da minha vida e de repente oiço isso? Não! Dxani, não deixes que te façam isso.
Comecei a mentalizar-me disso e pensei: bah, afinal não tenho nenhum relacionamento sério. Não tenho que enviar mensagens ao meu namorado durante o dia porque... afinal não é nada sério. Não tenho que lhe desejar boa noite porque ... afinal não é nada serio. Numa próxima oportunidade de emprego no estrangeiro, não tenho que refletir porque ... afinal não é nada sério. Acabou. C'est fini! E não lhe mandei mensagens nesse dia.

Curioso que ele me mandou mensagens um tanto ou quanto mais queridas do que o habitual.
Voltamos a ver-nos no sábado seguinte e não tocamos no assunto. (entretanto soube que a 5ª pessoa da lista aceitou). 

E decidi que, se afinal não é nada sério, toca a fazer alguma coisa para ver se conheces gente e não sais sempre com o namorado (que até gosto bastante).

As coisas agora estão bem melhores. Diria até que estão muito bem, Como no início do namoro. Cheira-me até que amanhã vai ser um dia especial, Jantar romântico em casa. E como se eu não o conhecesse, já estou a ver a casa cheia de flores e velinhas (tou a brincar, bah. mas não deve andar muito longe)


E pronto, escrevi o post sem problemas nenhuns e sem choros.




Esqueci-me de dizer que no dia seguinte saí de casa dele e apanhei o metro para ir para o trabalho. Estava tão drograda, tão apática com tudo que paguei uma multa por causa do passe não cobrir todas as zonas por onde eu passava. nem reclamei, nem me fiz de sonsa "ai e tal eu não sabia", nada. 30€? Só? Faz favor, cartão multibanco.

30 janeiro, 2015

DESENHOS ANIMADOS

Eu sei, eu sei. A música já não é recente e todos estão fartos de a ouvir passar na rádio.
Mas eu só a conheci no Natal. (E pelos vistos já tem 2 anos. Shame on me)


Mas gosto muito. E hoje apetece-me ouvir e reouvir. Já que o príncipe me deu folga hoje (amigo de visita)

E digam lá se a melhor parte não é no minuto 2:25
('',)

26 janeiro, 2015

CEPE E COISAS ESTRANHAS

Ontem vi as listas dos professores selecionados para África do Sul, Namíbia e Suazilândia. Foram 13 os professores do 1º ciclo que ficaram selecionados e eu fiquei em quarto lugar. Nada mau. Nada mau, mesmo. Apesar da minha classificação não ter sido muito boa. Só havia uma vaga por isso, se a 1ª pessoa da lista aceitar o posto, não há nada para mim. No entanto, fiquei contente. Deu para ter uma noção da minha classificação e, mais do que isso, que não tenho motivos para ser excluída da candidatura. Se as 3 primeiras pessoas não aceitarem o posto, é a mim que me calha. Sinceramente não sei se quero. Por um lado é o namorado que não quero deixar, por outro é o trabalho de sonho. Aiiii, como é tão difícil de fazer este tipo de decisões. Não há nenhuma frase daquelas "feitas" com algum ensinamento que venha mesmo a calhar para a minha situação? Dava jeito.

Outra coisa. Hoje a minha "patroa" do trabalho de babysitter deu-me folga. Como ela estava em casa, ela não precisava de mim. E isto a ganhar na mesma, é uma maravilha. Mas adiante.
Vinha pelo caminho para casa e a certa altura sinto alguma coisa que me toca de raspão nas costas. Perdida nos meus pensamentos, olho para trás, só naquela, para ver se vejo alguma coisa. Está um rapaz, alto, bem alto, negro, que me diz: Alguém atirou alguma coisa dali.
Só para ter a certeza pergunto-lhe:
- Como?
- Alguém daquela casa atirou alguma coisa.
- Ah ok. 
Tipo, cara de parva, a minha,
Atirou? O quê? Porquê? Oh bairro de me***, este. Fiquei logo a pensar que coisa alguém podia atirar e coisas menos bem cheirosas passaram-me pela cabeça. Arrrrgh. Quero chegar a casa depressa para ver se o meu casaco está limpo. Estava. Mas que foi estranho, foi.

Sim, porque na sexta passada alguém que caminhava atrás de mim acelera o passo e abraça-me por cima do ombro. Assusto-me, pensando que podia ser o namorado, mas essa ideia passou-me logo. Aquela forma de pôr o braço não era a mesma. E era um braço mais pesado. Olhei, e o rapaz, estranhamente negro também, pede-me imediatamente desculpa, dizendo que pensava que era a sua namorada. Oh, sorte! A sério?
- Não faz mal. - digo-lhe eu.
What a fuck?! penso eu em voz alta.
Isto acontece-me cada coisa. O rapaz lá se foi embroa sempre a pedir desculpa.

Depois fiquei a pensar se sou realmente parecida com a sua namorada de costas. E o andar? E as roupas? É tudo igual. Oh sorte (outra vez)!

25 janeiro, 2015

A VIDA DE EMIGRANTE

Tenho 105 € (e uns cêntimos) na conta e menos de 0.20€ na carteira. Acho que nunca me senti tão pobre.
Vou ter dinheiro para pagar a renda no início de fevereiro? Vou, se todos os meus empregadores me pagarem antes do fim do mês.



Atenção: dei estes pormenores de dinheiro porque supostamente este é um blog anónimo. E mais do que isso, este é um blog sem leitores (ou leitores dos mais variados países, excluindo Portugal).

07 janeiro, 2015

BIG BANG THEORY 18






Temporada 6, Episódio 9


Já não metia cá disto há duas temporadas

04 janeiro, 2015

E O ANO DE 2014 FOI...

...o pior da minha vida.
Nem o ano após terminar o curso conseguiu ser tão mau.
Chorei, chorei. O ano em que mais chorei. 

E foi logo em janeiro. Estava a estagiar em Chambéry e não fosse eu prolongar o período de assistência, o contrato terminaria no dia 12. Pensei muitas vezes o porquê de o prolongar. Ia para a escola e servia para nada. Dava 2 ou 4h de aulas por semana e o resto das horas assistia simplesmente às aulas. Falei com a diretora, consegui reduzir um pouco ao meu horário (já que não ia para a escola fazer nada) e comecei a dar aulas também de inglês. A coisa melhorou. 

Fevereiro até foi mais ou menos. Também é mais curtinho. Mês da visita dos primos e mês de ir para a neve.

Março. Ainda não era contagem decrescente da minha estadia nessa cidade mas já começava a pensar o que fazer depois. Afinal apercebi-me de que gostava mesmo do A.

Abril. Chorar todos os dias. Aqui já era a contagem decrescente. Estive todos os dias com o namorado e, fora uma ou duas noites, dormimos sempre juntos. Lembro-me de rir de felicidade quando o abraçava que se transformava de imediato em choro. Final do mês decidimos continuar à distância.

Maio. Para quem estava habituada a estar todos os dias com ele, não o ver (e mesmo ouvir) durante dias foi horrível. Consequência? A Dxani chorava de manhã até à noite. Final do mês não aguentei e disse que queria parar com a relação. Estava à espera que ele contradissesse mas não o fez. Até porque eu disse-lhe decidida que queria terminar. O rapaz não teve escolha. Mesmo assim continuamos a falar como dois namorados. As únicas coisas que não dizíamos era "tenho saudades tuas" e "gosto de ti".

Junho. O mês em que não tive namorado mas reagia como se tivesse. Contava-lhe o meu dia. Ele contava-me o dia dele. Final do mês (mesmo mesmo no final) ele foi a Portugal. Pronto. Fizemos as pazes. Uma semana feliz. Outra vez namorados.

Julho. Mais uma mês de degredo. Não tinha muita coisa para fazer. Ainda dei umas explicações. Tirei o CAPPLE no Porto. Final do mês o tio que está em Paris arranjou uma cunha e fui a uma entrevista. Fiquei. Comecei a trabalhar 2 dias depois.

Agosto. Supostamente podia estar com o meu pequeno mais vezes visto que estávamos na mesma cidade. Mas não foi isso que aconteceu. Como estava a viver em casa dos tios, a liberdade acabou-se. Final do trabalho, casa. Ao domingo? Podia mas esse dia é para estar em família e em casa. Propus sair? Sim, mas percebi que não gostavam da ideia. Ainda fui uma vez com o primo mas senti que foi só para me fazer a vontade. Deixei de pedir e a viver enclausurada. Os tios foram a Portugal a meio do mês e aí aproveitei para estar o máximo de tempo com ele. Até porque depois mudei de casa e a liberdade era outra. Estive algumas vezes mas sentia-o distante. Pensava se ele gostava da ideia de eu ter ido ter com ele.

Setembro. Quando achava que o meu trabalho era assim-assim, neste mês tive a certeza que odiava. Mas o que podia eu fazer? Precisava de dinheiro. Quase chorei quando a gerente me disse que não podia tirar férias no Natal. Depois chorei que me fartei em casa. Trabalhar em algo que não gosto e impedirem-me de estar com a minha família numa altura que adoro. Ficar completamente sozinha em Paris? Mas o que é que estou aqui a fazer? No início do mês saíram candidaturas para a minha área para a zona do país. Como não tinha net, não vi e os prazos passaram. Toca a chorar como uma desesperada outra vez.

Outubro. Fartinha daquele trabalho. Procuro por todo o lado na minha área. Não encontro, claro. Logo no início do mês dizem-me que não me vão renovar o contrato e que só trabalho até ao final do mês. Ia-me dando uma coisinha má. Não gostava de trabalhar lá mas ficar sem emprego era pior. Comecei a mexer-me a sério e arranjei um estágio como professora suplente. Só precisava de passar no estágio para poder ser professora (uma vez que já tinha os diplomas necessários). Avisei que sairia mais cedo do que o previsto porque tinha arranjado na minha área. Passei no estagio. Entretanto foram férias escolares e só me restava esperar.

Novembro. Início das aulas novamente. Toda contente espero que me telefonem na segunda e nada. Até me levantei às 6h da manhã para ter tempo de me preparar e chegar a tempo à escola. Nadinha de nada. Terça igual. Telefono e dizem-me que tenho de esperar. Que nem sempre têm substituições. Percebi que não podia contar com eles e comecei a procurar por outros lados. Entrego currículos em tudo que é escolas privadas no centro de Paris. Meio do mês de novembro e sem trabalhar. Casa para pagar, alimentação. Muita pressão da mamã e da irmã, que tenho de procurar mais, que não posso querer trabalhar só na minha área, blablabla. Choro até de choro. A meio do mês arranjo trabalho como babysitter. Vou buscar uma menina à escola e aguardo em casa dela até a mãe chegar. Começo a ficar um pouco mais contente. O mês já não ia passar em branco. Ponho anúncio na net para explicações de português. Final do mês ligam para explicações de português e de uma escola em Paris. Entrada imediata. Cinco meninos para explicações. Uma vez por semana na escola. Fico contente. Finalmente na área.

Dezembro. Começo na tal escola. Gosto. Apesar de ser muito cansativo. Trabalhar noutra língua também não é fácil. Arranjo mais uma pessoa para explicações de português e desta vez a ganhar mais. Ganho um pouco mais mas nem chega ao ordenado mínimo. Pergunto-me se vale a pena o esforço. Choro. Ainda não tenho amigos. e pelo que vejo não vou ter. Fico ansiosa por ir a Portugal no Natal. Chego a Portugal e é a alegria. Toda a gente me fala de lugares que procuram professores de línguas (querem-me ver cá?). Pergunto-me também o que vou fazer para as franças. As duas semanas passaram a correr. Mas verdadeiramente a correr. nem tive tempo de estar com toda a gente.

Janeiro 2015. Hora da despedida. Choro mais uma vez. Não quero ir. Só tenho lá o namorado e não sei se é motivo suficiente para ir. ainda por cima a viagem é de carro, o que dá tempo para pensar em tudo. E chorar, chorar. Não gosto dos tios.

Agora já estou na minha casinha. Vejo que o frigorífico está vazio mas a conta ainda não está recheada. Primeiro a senhoria. Hoje o pequeno chega. Vamos ver. Ele não sabe desta minha sensação. De não gostar de estar cá. De olhar à volta e senti-me uma desconhecida. (bah, sabe que não gosto disto, mas não sabe que é desta maneira tão profunda)

E pronto, gostava de ter escrito posts durante as férias de natal mas nem tempo tive de me pôr em frente ao computador. De qualquer das maneiras, correu tudo muito bem. Como todos os anos!

Não, este ano não vou passar o mesmo que no ano passado. Isto vai dar uma volta....

19 dezembro, 2014

RESUMO DOS ÚLTIMOS DIAS

Ora, não tenho tido muito tempo para vir para o computador.
Ou estou com o namorado, ou no trabalho, ou a trabalhar em casa, ou nem sei. mas andei numa correria esta semana!!!

Esta semana fizemos a troca de prendas com o A.
Eu dei-lhe uma camisola azul toda fofinha da Benetton. Era um pouco pequena e fui trocar no dia seguinte. Não é por nada mas fica-lhe muito bem. É mais o azul que se sobressai bem nele. Já chega de pretos e cinzentos.
Ele deu-me um vestido da Desigual. Não é uma marca que aprecie. Muita fantochada, muitas cores juntas. Mas como foi ele que deu, eu aceito com todo o gosto e vou guardar para a noite de Natal. Visto que sou uma pessoa pequena com uma altura razoável para uma portuguesa mas não muito alta, o vestido assenta-me de uma maneira estranha. mas meto uns tacões e já pareço outra. Vai é obrigar-me a usá-lo sempre com tacões.
Fizemos trocas de chocolate também. Mas diga-se de passagem que ele comeu mais do chocolate que me deu do que eu. O Ursinho.

Ontem foi jantar de Natal. Estava para ir mais gente mas afinal só fomos 5. Os colegas de casa dele, eu e o rapaz que convidou para o jantar. E diga-se (mais uma vez de passagem) que foi a primeira vez que tive um jantar de Natal tão tristinho. Sem música. Sem brindes. Bah, ainda me ri um bocado com as piadas do petit. E do namorado também, bah, que ele é um engraçado.
Menu de Natal:
Lasanha feita pelo A. (estava boa mas se ainda estivesse quentinha estaria melhor)
Aletria (feita por mim). Acho que o pessoal até gostou.
Bolachinhas de Natal em forma de bonecos (feita pela alemã)
Bolo típico de Baviera (feito também pela alemã) e estava super bom.


Na escola passa-se tudo bem. Ainda não tenho o domínio do grupo mas este mês foi muito agitado por causa do Natal e de eventos que tivemos fora da escola que acho que em janeiro as coisas vão correr melhor. (espero bem)
Na terça foi a festa de Natal dos pequeninos e os pais foram assistir. Tive a oportunidade de falar com alguns e gostei muito. São pessoas muito simples, muito simpáticas. Alguns fizeram-me algumas perguntas sobre mim. E são de uma classe bem posicionada. Só gente chique.

Quanto á R. que vou buscar à escola, só fui terça nesta semana. Isto assim não rende. Ficou doente e pronto. Em princípio amanhã vou encontrar-me com ela para lhe dar o meu presente de Natal. Parece que também tem algo para mim.

Ontem (quinta) e hoje não trabalhei mas andei de um lado para o outro que foi uma coisa louca. Comprar presentes de Natal, rendez-vous, e mais não-sei-o-quê.... Oh la la! Mas c'est bon. Já tá tudo comprado e agora estou no quentinho da minha casa, como eu tanto gosto. 

O meu pequeno vai hoje para o seu país e eu não vejo a hora de ir para o meu também.

Amanhã tenho explicações de português e é tudo para o mês de dezembro. Tenho também uma prendinha para os meninos.

Domingo às 5h da manhã arranco para Portugal. Oh God, mesmo à emigrante.

03 dezembro, 2014

EU NÃO SOU DAQUELAS PESSOAS QUE SALTA AS PORTAS DO METRO PARA NÃO TER DE PAGAR

Mas se não houver portas, é claro que eu não pago.

E tenho tanto de contar esta.
Hoje fui para lá um bocado de "onde o Judas perdeu as botas". Fui dar explicações de Português pela 1ª vez a uma senhora/menina adulta. No final da aula ela levou-me à estação do comboio e, já sozinha, pensei: compro bilhete... não compro bilhete.
Visto que não tinha portas para entrar para o comboio, decidi não comprar bilhete. Eu tenho passe que abrange as zonas 3 e 4 mas tendo em conta a longinquidade do lugar onde eu estava (zona 5) o passe não dava. Estava na sala de espera e andavam por lá aqueles gajos que são chamados de seguranças com cassetetes e tudo. E aí eu pensei: Onde é que me vim meter. Nota-se que é uma zona tranquila, nota-se.
Enquanto esperava penso (eu penso muito): Não vou pagar bilhete mas estes seguranças olham para mim e vêm esta carinha tão fofinha que nunca vão pensar que eu viajo sem pagar. Olha a sorte de ter uma cara de boa menina.
O comboio chega e eu entro. Diga-se de passagem que estava um frio do caraças.
Três ou quatro estações depois (precisamente uma antes de entrar na zona 4) vejo os tais gajos (leia-se gajos com sotaque de mitra) a subiram muito lentamente ao andar de cima do comboio. Típico nos seus trabalhos. Um deles pára ao meu lado e olha para mim. Fiquei quente por dentro. "Merda. Já foste, Dxani. Vou-lhe mostrar o meu passe e se descobrir que não é desta zona, vou-me render imediatamente. Não vale a pena insistir que tenho razão, ai e tal que não sabia, quando isso não é verdade. Pago e pronto".
"Bonsoir Madame"
"Bonsoir" olho para ele como se não estivesse a perceber nada.
Ele fica uns segundos a olhar para mim com um riso cínico. E eu continuo a olhar para ele a fingir que não estou a perceber nada. E por alguns segundos não percebi mesmo porque fiquei à espera que ele me pedisse o bilhete e ainda não o tinha feito. Desvia o olhar para os meus pés. Voilà! Dxani que é Dxani mete os pés em cima do banco. Sim, com a minha idade já tenho problemas nos joelhos e fico melhor se eles estiverem esticados.
"Ah, peço desculpa." Fiquei super aliviada. Afinal não querem saber nada do meu bilhete.
"Sabe que ter os pés em cima do banco dá uma multa de 45€"
"Desculpe" e rio-me como uma menina bonita
"O seu bilhete por favor"
"Não acredito" penso. E fico vermelho como tudo
Pego no meu passe e dou-lho. Penso já em dizer-lhe que entrei na paragem X, que é zona 4, no caso de ele me perguntar. (Apercebi-me depois que ainda não tínhamos chegado lá. Olha a barracada que ia dar).
Ele olha para o passe, de um lado e do outro, olha bem para a minha fotografia e devolve-mo.
"Desta vez passa, mas para a próxima paga a multa por ter os pés em cima do banco" E lá foi.
Não fico completamente aliviada porque ainda era possível que voltasse atrás para saber que zonas o meu passe abrangia. mas não voltou e quando entrei na zona 4 fiquei mais descansada.
E sim, serviu para o susto. Queres ver que ia ganhar 15€ pelas explicações e gastar 45€ em multa. Mais valia ficar em casa. Para a próxima compro o bilhete, Ai compro, compro.
E não, ninguém paga multa por ter os pés em cima do banco. O senhor segurança é que ficou mal, digamos assim, por eu lhe ter espetado com o passe. E sim, tenho a certeza que ele viu que eu não passei o passe na estação. Porque, de entre todos os passageiros que estavam na mesma carruagem que eu, só me perguntou a mim. Olha que simpático. Ou queres ver que gostou do meu ar intelectual com os óculos.

E pronto. Cheguei a casa às 22h. Tudo isto porque quem precisa tem de trabalhar (frase da mamã)

01 dezembro, 2014

TÃO LONGE E TÃO PERTO

E faz hoje um ano que tudo começou (ou ontem. Foi um bocado a passagem de um dia para o outro).
E é a 1ª vez que o festejo. E é a 1ª vez que me acontece em condições normais. Ou seja, um namoro normal. Sim, é a 1ª vez que tenho um namoro normal. Que me sinta a namorada de alguém. Hmmm e é tão bonito sentir isto.

E hoje foi o meu 1º dia como educadora. O 1º dia da minha vida como educadora. Com uma sala para mim, onde sou a titular. Bom, a a educadora dos outros dias esteve presente na sala mas não interferiu e fui eu que geri (embora tirasse sempre algumas dúvidas de vez em quando). Para a semana ela não vai estar lá. Vai ser um pouco mais excitante. E cansativo também. Nossa, os meninos são uns queridos mas fazem um baruuuuulho. Tenho de arranjar uma estratégia qualquer para acalmar a coisa.

Hoje fui buscar a pequena à escola. Como de costume. Disse-me pelo caminho que a pessoa que se ocupa das crianças depois das aulas deu a todos um castigo: Escrever 25 vezes algo como "não devo gritar na sala"
Chegamos a casa e nunca mais me lembrei desse trabalho porque não estava escrito no caderno dos deveres. A mãe dela chegou e eu lembrei-me disso. Em vez de estar calada, abro a boquinha e disse-me que nos tínhamos esquecido de fazer esse trabalho. A mãe não ficou nada contente. Que era tarde para ela fazer isso, Que ia demorar tempo. Que ela tinha de se deitar à mesma hora de sempre. Blablabla.
Fiquei pior que estragada. Foi culpa minha sim. Mas em minha defesa digo que aquela auxiliar não tem o direito de marcar trabalhos de casa. E tenho a certeza que amanhã nem vai verificar. E, mesmo que verifique, não acontece nada a ninguém por não ter feito. Ainda por cima, por alguém ter gritado, levou tudo com o mesmo castigo. Tou para ver amanhã se a pequena me diz que ela perguntou por isso.

Bom, para terminar o post com algo bonito, ontem presenteei o meu pequeno com um postal (que ele não ligou nenhuma) e um biscoitinho em forma de coração que dizia "Príncipe". Vi isso na feira de Natal e achei super fofinho. Ele adorou. Mas disse que não ia comer porque é intragável. Eu não conheço o sabor mas ele diz que sim. "O coração é para comer?" pergunta-me ele. E responde logo a seguir "Nãaaao"





21 novembro, 2014

TRABALHINHO PRECISA-SE (o título debaixo não é parecido com este?)

Ando nuns nervosos miudinhos....!
Ora choro que nem uma perdida. E aí cuidado, porque posso chorar em qualquer lugar, no interessando onde estou e quem está. No metro, por exemplo.
Penso em como está a minha vida neste momento e que não era nada disto que eu pensa viver com esta idade. Desespero. E penso também que não mereço isto.

Ora ponho umas musiquinhas que até gosto e esqueço os problemas.

O Demi esreve cá esta semana. Foi bom porqye relembramos os vellhis tempos, rimo-nos, falamos com Stas e Joana no skype, visitei Paris com ele. Mas depois parava um pouco para pensar na minha vida. Só passeei. Procurar trabalho que é preciso, nada. E senti que foi como se a minha vida parasse nessa semana. E isso não pode ser. Porque tenho uma renda para pagar e quase dinheiro nenhum a entrar.

No último dia dele eu devia tê-lo acompanhado mais tempo. Tinha voo às 21h e foi para o aeroporto às 11h porque eu precisava de fazer os meus deveres do dia que era deixar CVs. Coitado. Mas coitada de mim também que não tenho trabalho. E se o menino soubesse falar francês podia ter passado mais tempo em Paris. Mas é pouco desenrascado.
Tenho tido umas respostas de trabalho. Mas ainda nada fixo. E mesmo que seja, Não dá para viver aqui com essa amostra de salário. (Mesmo assim é melhor que nada)

Na terça fui ao centro de emprego. O Demi foi comigo e levou com 1h30m de seca. (Lá está, o problema do desenrasque). Quando já nos vínhamos embora parei na entrada, onde estava o meu guarda chuva, para organizar os meus papeis numa mesinha que havia lá. Estava uma senhora a fazer o mesmo. Entretanto ela vai-se embora e pega no meu querido guarda chuva. Olha a lata. "Ei, onde é que você vai?" que em francês saiu assim: Eh, vous allez où?
Ela pousa simplesmente o guarda chuva e continua o seu sagrado caminho. "Vou êtes folle?" Mas ela nem respondeu. Preta do caraças*. Depois saí quase atrás dela e só tinha vontade de lhe dar com o guarda chuva na cabeça.
Vai uma pessoa ao centro de emprego para conseguir um trabalho e ganhar algum dinheiro e ainda se arrisca a ficar sem guarda chuva e ter de comprar outro quando o dinheiro não é muito.

À tarde vamos em direção a um museu quando somos parados por dois rapazes que nos pedem para fazer uma gravação para um trabalho para a universidade. Ui, nah, nah, nah, nah. Esquece. Não, não. 
"Ah, não custa nada, e tal. Só o nosso professor é que vai ver."
"Sim, sim. e a turma toda."
"Sim"
"Pois."
"Mas não é nada de especial. Não importa o conteúdo. É só para mostrar como trabalhamos a imagem, blablabla"
"Ok, e é para dizer o quê"
"Simples. Só para dizer o que te fará mais prazer neste Natal."
"Ui, ainda por cima nem sei responder a isso."
Mas depois lá me lembrei que um trabalho vinha mesmo a calhar. Que vergonha. Ao início ainda lhe tinha pedido para depois me mostrar o vídeo, mas tá quieta, com os nervos fui-me logo embora. Quando penso naquele microfone a olhar para mim...






* não tenho nada contra as pretas. Mas nada mesmo. Até tenho um carinho especial pelOs pretOs. A expressão foi só um desabafo. Podia ter sido "loira do caraças.

14 novembro, 2014

TRABALHO PROCURA-SE

A crise voltou.
Tou desesparada e sem motivação nenhuma para procurar emprego. Só me apetece ficar em casa. A rua enerva-me. Olhar para as pessoas enerva-me.
E sim, já me esforcei na procura de emprego. Mas cada vez que vem uma resposta negativa caio um bocadinho mais. Depois olho para trás e penso na minha vida. Era aqui que me via? Era aqui que queria estar? Não. Sem pensar duas vezes. E estou por motivos que não sei se valem a pena. 
Oh, a vontade que tenho de me ir embora. Mas mesmo. e o que me faz ficar é saber que em casa dos pais é para deprimir. Experiência própria.

Mas. Há sempre um mas. Hoje recebi resposta positiva para um mini part-time. 2h15m por dia. Não é muito mas é alguma coisa. 

Liguei ao Miguel para desabafar um bocadinho. Disse-lhe que queria mudar de ares e se ele estava disponível no fim de semana. Disse-me que sim. Fui procurar boleias no Blablacar. Contactei alguns. Entretanto o namorado liga-me e fico um bocadinho melhor. Já não quero nada ir ter com o Miguel. Fica para a próxima.

10 novembro, 2014

OS 100 ITENS (9)

12. Ficar embriagada.
Tenho mesmo de falar disto? Foram tantas as vezes. 
Mas posso resumir a primeira vez.
Tinha 18 anos e foi numa viagem no liceu ao Algarve, na altura da Páscoa. Não, não foi viagem de finalistas.
Estava a jogar ao "Bom dia meu senhor" (um jogo de cartas que, agora que penso, acho que foi inventado pelo rapaz que me tentou embriagar) e quem perdesse bebia. Sim, era sempre eu que perdia. 
Muito absinto neste estômago nesta cabeça.





Um aparte: sem trabalho vai para 5 semanas e hoje tive uma entrevista. O salário não é nada apetecível mas é um princípio. Também não são muitas horas- Mas é uma razão para conciliar dois trabalhos. Vamos ver se no final da semana tenho boas notícias

06 novembro, 2014

ADDICTED TO YOUR LOVE


Andei 3 meses da minha vida enganada a pensar que era uma mulher que cantava isto.
Afinal, e casualmente, descubro que são dois rapazes.

A música é linda!

03 novembro, 2014

BIG BANG THEORY 17



Temporada 4. Episódio 20

31 outubro, 2014

BIG BANG THEORY 16



Esta é daquelas piadas mesmo boas.



Temporada 4. Episódio 19

28 outubro, 2014

OS 100 ITENS (8)

11. Ver uma estrela cadente.
Há muito muito tempo, na aldeia da prima Susana e durante o Verão.
Sabem aquelas caminhadas que toda a gente faz no final do jantar pela terrinha? Foi isso que fiz com os tios e as primas. O céu estava estrelado, não fosse ser Verão, e vi a tal estrela cadente. Quase não a via porque já olhei quando ela estava em ação. Mas lembro-me que foi como uma explosão.

27 outubro, 2014

SONHOS COR DE ROSA

Ontem, com o meu pequeno, discutíamos comida. Para variar um bocadinho. Mas ontem mostrou-me batatas ensopadas e panados. 
E eu logo: 
- Ei ei ei. Isso são comidas portuguesas. Não me venhas com coisas. E se não são portuguesas, são outra coisa qualquer. Mas não são italianas. Olha, vou ali a Itália comer batatas e já venho, queres ver?

Continuando com as comidas, mostrou-me aquilo que é típico comer-se na Páscoa. Beeeeeh! Dégueulasse! Fígado, coração, rins e essas coisas todas misturadas. Um castanho estranho. Atenção que eu gosto disso tudo, mas o aspeto das fotos não eram nada apelativas.

Bom, mas o que eu quero mesmo dizer é que a meio da conversa diz-me ele: Vens a minha casa na Páscoa?
Penso se estou a ouvir bem e sabendo que sim, desvio a conversa com "comidas muito estranhas. Nem parece de Itália."
Ele continua a falar e a explicar como tudo é feito até que mais tarde volta a dizer: "Tu vens a minha casa na Páscoa?"
E a Dxani, como sabe disfarçar muito bem, continua a falar como se não tivesse ouvido.

Não é por nada mas isto faz-me muito bem ao coração! Não sei se ele estava a falar a sério ou o ir a casa dele não significa nada. Mas para mim é de uma importância que ele não imagina. Visto que isto de conhecer a família não é para todos (lá está, no meu ponto de vista).

Vou esperar para ver se ele volta a tocar no assunto. Aí já vou estar preparada para responder como deve ser:
- Ai e tal, conhecer a tua família? Apresentar a namorada? Mas isto é uma relação séria? Sim? Aiiii que lindo!!!!

E como estas coisas não me deixam indiferente, esta noite sonhei com isso. Conheci a mãe e o irmão dele. 
A mãe, que também é professora, começou a falar comigo sobre o trabalho e só me lembro que não percebia nada do que ela dizia. Mas discutir um assunto comigo, mesmo sendo noutra língua, já mostra muito esforço.
O irmão começa a falar comigo em francês. Não me lembro do que me disse. Só me lembro de lhe perguntar: Ah! Falas francês?

E pronto, isto deixa-me fora de mim. E pensar que já pensei tantas vezes deixar cair tudo que ando a suportar.

20 outubro, 2014

A BOA NOVA

Ainda não vim dar a notícia: passei no estágio.
Andei a semana toda em stress. Comia ainda mais chocolate do que o normal. Tanto que agora tenho a testa cheia de espinhas.
Mas na sexta feira a diretora veio dizer-me que os professores gostaram todos de mim e que me mostrei interessada. Perguntou-me se após a semana de estágio ainda queria ser prof. Oh, a sério? É a única coisa que sei fazer.  Lá preencheu o relatório como que, sim senhor, portei-me bem e disse que o ia enviar à diretora do Ensino Privado durante o fim de semana. (A esta hora já o enviou, espero)

Supostamente estou de férias escolares mas desta vez sem ganhar. O que é muito mau porque são duas semanas. Mas ontem a tia propôs-me de ficar a cuidar das netinhas durante estas duas semanas. Já vai pingar algum ao final do mês. O que me deixa mais tranquila.

Hmm, E para já é tudo. O meu menino está na Alemanha. Conferência (acho que é assim que se chama). Gente chique é outra coisa. Coitadinho. Sozinho no país que tanto gosta.

15 outubro, 2014

BIG BANG THEORY 15





She's a girl, she's a friend. But she's not my girlfriend.




temporada 4, episódio 5


13 outubro, 2014

A FUTURA PROFESSORA?

E hoje foi o primeiro dia de duas coisas:
- 1º dia que não fui para a ourivesaria (graçadeus né)
- 1º dia do estágio de observação. 
Senti-me um pouco como quando fazia aqueles estágios da universidade. Fico ali a olhar sem grande coisa a fazer.

Não correu mal mas continuo com um medo que no final da semana me digam algo negativo..... 
Ai, muito medo.
Mas aquece-me o coração ter pessoas que me perguntam como correu o primeiro dia. E ainda mais ter pessoas que me desejaram boa sorte para hoje. A mãe dele <.3


Ah! Não ia falar sobre isto mas tenho de contar. 
Ontem ele entra na cozinha e diz-me:
- A minha mãe deseja-te boa sorte para amanhã.
Acho que fico 2 segundos e meio sem reação. E depois digo:
- Ah! Obrigada!
E depois apercebo-me do quão parva foi a reação e pior aquilo que disse.
Mas diga-se de passagem que foi super querida. Isto tendo em conta que não a conheço. 
Mmmm é tão bom saber que ele lhe fala de mim. E depois fico um bocadinho triste comigo mesma por não contar nada dele à minha mamã.



Acho que fui um bocado confusa naquilo que escrevi. Mas eu percebo e acho que vou perceber sempre que ler este post


12 outubro, 2014

RÉS-DO-CHÃO

A parte boa de viver no rés do chão é que o vizinho de baixo não se queixa do ranger da cama.



Este foi um post mesmo badalhoco. 
Mas há dias assim.


11 outubro, 2014

BIG BANG THEORY 14

Oh lala. Quase um mês sem escrever.
E há muitas novidades por aqui. Boas e más. Mas para já deixo qualquer coisa agradável




Pobre Leonard!
Resposta certa: queijo dinamarquês.

temporada 4, episódio 3



(outra coisa agradável de se ler: hoje foi o meu último dia de trabalho na me*** da ourivesaria)

18 setembro, 2014

PIADA DO DIA

Ao menos a minha colega de casa para me fazer rir.
Estávamos a duas na cozinha. Eu já tinha acabado de comer os meus cogumelos de Paris. Ela estava a comer uma salada do Mac.
Então, está ela a ler o rótulo da embalagem e a dizer-me as calorias, o que contém, blablabla quando eu, depois de um gole de coca cola, dou um arroto interior (significa que é com a boca fechada). Sem saber se ela vê com bons olhos este tipo de coisas, digo-lhe: Ups, desculpa lá.
Ela olha para mim e diz:
- Ah, pensei que tavas a beber de palhinha.

Gargalhada total. Adorei, adorei. E ainda por cima ela tem uma maneira de dizer as coisas tão natural que ainda me faz mais rir.

Já sei o que dizer ao namorado quando der arrotos destes.

15 agosto, 2014

...DANÇANDO...

Só porque é feriado e porque gosto da música e porque me faz dançar (mesmo que eu esteja triste) e porque já há muito que não escrevo no blog e porque queria escrever e não sei o quê e porque queria escrever o que me vai na alma mas escrevê-lo deixa-me ainda mais triste, aqui fica a musicol...!



Até pareço uma pimba a dizer que gosto desta música.

10 julho, 2014

BIG BANG THEORY 14

Depois de uma semana que nem me apercebi de ter passado (nem sei bem o que fiz), vale-me o BBT para esquecer a minha vida problemática.



temporada 3, episódio 5



E vou aproveitar este espacinho para dizer que amanhã vou a mais uma entrevista da Ryanair. Ter passado a primeira não significa passar a segunda. Mas se passar, não sei se ria de alegria ou se chore de muita tristeza.
Vou deixar o destino decidir por mim.

07 julho, 2014

SÓ ESTA VIDA

Assim como quem não quer a coisa, fui ver se já havia novidades na DGAE. E não é que havia!! Pela primeira vez estou na listas dos excluídos. A mania de inventar e de me candidatar a merdas que não podia, como por exemplo o Concurso Externo Extraordinário. 
"Ah e tal porque tens de ler no Diário da República. Esse concurso era só para professores a trabalhar há pelo menos 3 anos." 
"Espera lá que eu é que me vou dar ao trabalho de ler isso. Deixa lá. Também não ia ser selecionada, e não."


Outra novidade fresquinha: Desinstalei o WhatsApp
Não sei se resulta mas pode ajudar. Vamos ver é quanto tempo vou aguentar. E não estou a fugir dos problemas. Estou a evitá-los. Ainda gosto um bocadinho de mim.

06 julho, 2014

(SEM TÍTULO)

Quero-o muito. 
Tudo em mim pede que ele esteja aqui comigo.
Tenho tanta necessidade de o sentir ao meu lado.
Tanta tanta!

(sigh)

05 julho, 2014

SIGHS AND TEARS

Entrar no blog quase todos os dias e não escrever nada desde há 3 semanas.... Não sei. Tanta coisa para dizer e ao mesmo tempo... niente.
Esta semana estive de mini férias com A. Veio fazer-me aquela visita que me prometeu fazer. Quatro noites, duas das quais em minha casa, com os pais, irmã, tios. Mais do que um amigo para mim mas um mero amigo para todos eles. 
Agora choro. Como quase todos os dias dos últimos dois meses. E tudo pela mesma razão. Faz-me tanta falta. Não consigo estar longe dele. Está sempre na minha cabeça. Tudo que faço é em função dele. Encontrar trabalho em qualquer coisa mas num único sítio. Tudo é ele. E ele é tudo para mim. 
E diz-me a experiência que ele poderia ser o meu homem (e eu sou uma esquisita).
E conhecendo-me, trazê-lo cá a casa foi um ato muito pensado. Nunca trouxe nenhum outro namorado, com mais ou menos tempo de namoro.
A vontade que tenho é de passar o dia todo a enviar-lhe mensagens, falar com ele, saber o que faz a todo o momento. Mas controlo esse possessividade (se é que posso chamar-lhe assim) e não o faço.

Já tenho saudades dele e só voltou ontem.
Saudades dos sábados e domingos inteiros que o passávamos juntos, desde manhã até voltar a dormir. Mesmo quando ele passava horas no PC a trabalhar. O simples facto de estar ali no mesmo espaço que ele era tão bom, tão reconfortante. E tinha tanta certeza que era ele.

E não é muito agradável não saber qual é o meu estado civil neste momento.

Tenho dificuldades em passar para o papel aquilo que sinto e por isso não sei o quão convincente estou a ser. Só espero vir ler este post daqui a uns anos e saber que era realmente isto que eu sentia (e talvez um pouco mais).




(vou ali responder-lhe ao WhatsApp)

13 junho, 2014

BIG BANG THEORY 13



temporada 2, episódio 19

11 junho, 2014

OS 100 ITENS (7)

10. Mudar a fralda de uma criança.
Oh sim! A primeira vez foi quando fiz voluntariado no berçário aqui na terra, ainda durante o curso. Achei que esse dia ia demorar mais tempo. 
No início custou porque aquele cheirosinho de cocó a passar-me no nariz... Nossa! Mas aquilo depois nem se sente.

09 junho, 2014

FIM DE SEMANA E ESTA VIDA

Ainda não disse aqui mas o mês de maio foi, desde que me conheço, o pior mês da minha vida. Para além de estar desempregada, não tinha respostas de lado nenhum, tinha um homem a mil e tal km (nem sei quantos são), dava explicações em casa (sinal de que não tenho trabalho) e passava os meus dias na fisioterapia. Só tinha tempo de pensar na minha vida quando me ia deitar e era aí que chorava. Mais para o final do mês terminei com ele. A minha vidinha miserável aqui mais a distância e muitas vezes a falta de conversa entre os dois foram os motivos.

Em contrapartida, este fim de semana foi dos mais felizes. Já estava a precisar. As 3 avinhadas reencontraram-se ao fim de anos (só as 3 juntas) e foi como se fosse ao final de uma semana. Tudo está igual. Agora percebo melhor aqueleas frases que dizem blabla amigos são aqueles que não se veem regularmente mas que quando isso acontece é como se estivessem sempre juntos. Uma coisa assim.
Ri-me Dei gargalhadas como já não me lembro de dar. Ri-me muito mesmo. Piadas atrás de piadas. Gente boa à minha volta. Feliz e sem telemóvel para falar com ele. Mas ainda bem. Assim, notou-se uma pontinha de ciúmes pela ausência (pelo menos pareceu-me)

Voilà 1% do fim de semana



05 junho, 2014

ENTREVISTAS E ESTA VIDA

Ontem entrevista pelo skype para ser uma nanny em Inglaterra. A família procura uma portuguesa. É a oportunidade que não se pode perder. Estou muito expectante e à espera do sim. Mas olhar para trás e pensar na minha vida... É uma vida muito triste. Sem lugar fixo, sem trabalho fixo, sem amigos fixos, sem namorado fixo. Sim, este é um problema dos grandes. 

A brincar, a brincar, qualquer dia vou me informar sobre os requisitos para se ser freira. Com esta crise é uma bom futuro.