12 maio, 2015

DIGAMOS, A ELEGÂNCIA

E se ontem a menina que vou buscar à escola me disse "Oh, tu és magra" (que me pareceu um pensamento em voz alta porque continuou a explicar-me como se joga ao yoyo), hoje uma menina da escola onde sou animadora pergunta-me "Tu tens um bebé na tua barriga?"

E pronto, só para dizer que o tipo de roupa que usamos muda-nos muito. Tanto podemos estar elegantes, como parecermos lindas futuras mamãs. Mas mesmo assim, estou muito bonita hoje =)

11 maio, 2015

E PARABÉNS PARA MIM

Foi há dois dias atrás.
Foi um dia tão igual aos outros. Houve momentos que até me esqueci que era o tal dia. O príncipe deu-me duas camisolas da Desigual e um jantar no restaurante português. Esperava mais dele. é tão romântico, blablabla, que pensei que iam sair surpresas atrás de surpresas. Mas pronto. Pode ser que para a próxima seja diferente.
O problema é que há um dia atrás, ou seja, ontem, o rapaz desiludiu-me. Não é bem esta a palavra. O problema é o seguinte. De vez em quando o rapaz anda calado. Ou então anda sempre e eu não me apercebo porque falo, falo, e nem dou conta. Mas ontem lá estava mais caladita e o rapaz não abria a boca. "Que tens, que tens". "Nada", ou "Tou triste porque sinto-me velho".
Não liguei. Já lhe disse que gosto das brancas dele.
Ainda por cima fomos passear até um parque que quando lá chegamos era um conjunto de relva mal aparada. E ainda por cima numa cidade que não tem nada. Fez-me lembrar aqueles casais que moram ali ao lado e que vão passear para lá ao domingo. Que domingo triste!
Chegamos a casa e disparei: Anda lá. Fala lá um bocadinho. Quero-te ouvir. Conta-me coisas.
Continuava sem falar, respondendo um "hmm" que não percebia se era de consentimento ou se não tinha percebido o que tinha dito. Não falou e passou 4 horas com o Ipad na mão. Respirei fundo para não me chatear mas perguntava-me o porquê dele estar ali comigo se afinal era só o corpo presente.

Entretanto lá começou a falar que soube que um colega dele ia ser pai, que estava a ficar velho, que isso tudo o assustava.
"Tens medo de envelhecer? Isso são os jovens. Não os adultos. E já te disse que gostas dos teus cabelos brancos"
Blablabla começa a chorar.
Uf!
Não me deixei levar pelas suas lágrimas e disse-lhe que isso não era razão para estar assim. Acabei por lhe dizer também que ele me deixava muito triste por nunca falar comigo. Ele contradisse-me e eu disse-lhe que as brincadeiras e piadas que ele conta não valem. Que não sabia nada dele porque ele nunca contava nada. Não respondeu.

O assunto mudou e tudo ficou bem. Mas hoje, ao pensar nisso, sinto que há ali mais qualquer coisa. E estou insegura. Triste. Com o coração apertado. Pergunto-me, mais uma vez, se este investimento vale a pena.

=(

04 maio, 2015

PARABÉNS PRÍNCIPE

E os anos do meu príncipe já passaram. E não pude vir atualizar o blog mais cedo.
Então assim resumidamente, oferecei-lhe o primeiro presente à meia noite: um polo (falta de originalidade). Ofereci-lhe o segundo no dia seguinte de manhã: uma caneca personalizada feita por mim e o bolo de morango também feito por mim. Para quem tinha deitado um bolo inteiro fora no dia antes, este até estava bom =)
Ofereci-lhe o terceiro presente nesse dia à noite. Estava cheia de vergonha e o meu coração batia a 100 à hora. Até ele notou. Mas compensou. Depois disse-me: adorei o presente de aniversário.
Claro que se referia ao terceiro. Estava-se nas tintas para os outros ;)

Durante o dia fomos até uma abadia no norte de Paris (leia-se com sotaque americano) Foi uma tarde simples até porque estava frio e ainda caíram umas pingas. Mas foi bom. Estar com ele é sempre bom,
O resto do fim de semana estivemos (quase) sempre juntinhos (tive explicações no sábado). No domingo fomos ao mercado comprar peixe para o almoço e vieiras para o jantar (aHa, quem sabe o que são vieiras? Eu não sabia o nome dessas conchinhas de Santiago de Compostela). Delicioso, mas mesmo delicioso. Vou-me casar com este homem. Não, não é porque ele cozinha bem mas disse-o vários vezes. Apesar de eu não ser nenhuma mestre de cozinha, põe a minha comida 50 vezes abaixo de zero. 
Disse-lhe que o amava. E adoro dizê-lo. É um alívio. Como se a partir daquelas palavras tudo fica bem. Adoro! Adoro ele. Adoro estar com ele. Pronto, já estou a divagar.

E com isto vou criar uma nova página no blog com as coisas bonitas que ele faz, as atitudes que eu gosto nele e as coisas que gosto de ouvir. 
Por exemplo, fico com muitos ciúmes de outras mulheres mas depois de falarmos ele dá-me tanta confiança que não dá para desconfiar. "Porque é que tens esses fantasmas na cabeça?" Disse-me ele no domingo.

E adoro-o, pronto! 

15 abril, 2015

O-OMA

E continuo a dizer que o amo enquanto ele dorme. E na minha cabeça quando o observo. Ainda não saiu nada desta boca. Medo e insegurança. Mas há-se sair. Mesmo que venha a sofrer.

13 abril, 2015

EXS

Estou mal. Muito mal. Isto das exs é sempre um problema. Quer dizer, é? Porque nunca tive experiência. É o que dizem, bah!

29 março, 2015

BIG BANG THEORY 21



Temporada 7, Episódio 22



E num domingo chuvoso , ainda por cima sem o meu pequeno, deixo esta.
Vamos lá ver como me vou safar sozinha.

26 março, 2015

BIG BANG THEORY 20




Temporada 7, Episódio 21

25 março, 2015

O MEU PRÍNCIPE

Porque ele é um príncipe. Ontem provou-o em muitas situações.

Comecemos pelo princípio. Uma curiosidade. Não sei o que estava a fazer no dia 24 de março de 2014 (provavelmente no trabalho) mas no dia 24 de março de 2013 estava em Valência e passei o dia na cama (sei porque é o aniversário de Chang). 

Dois anos depois igual: passo a tarde e a noite toda na cama. Só que desta vez com dores. E tudo porque quis mostrar o meu lado bom de animadora que sou e saltar à corda na escola. Dei um jeito no pescoço e nas costas que até vi estrelas. Fui sentar-me e apercebi-me que não era passageiro. Estava como que bloqueada. Tinha de virar a cabeça com a mão porque não conseguia fazê-lo de outra maneira. Fiquei a pensar se não tinha nada partido porque a cabeça tombava para a frente. E umas dores enormes. Ainda me queixei (desabafo) a uma outra animadora mas as pessoas aqui são tão queridas que ela só falava na hora de ir embora e que tem estado mais frio. E que o miúdo autista bateu a uma miúda. Enfim. Faltavam uns vinte minutos para me vir embora que pareceram horas. Vim para casa de autocarro e um pouco a pé, ainda hoje sem saber como. Que dores! E para me levantar do autocarro. Como as velhas. Nem sei como. Ainda na escola queixei-me ao A. 

Entrei em casa e cama. Nem pijama meti. Só tirei as botas e pimba. Não me conseguia mexer. Passei lá a tarde toda. Queria ao menos ver uma série mas não me conseguia levantar. Aproveitei para ligar a toda a gente. Li um bocado mas a posição não era a melhor. Bref!

À noite o meu pequeno vem ter comigo e foram só miminhos.
Ia começar a cozinhar (porque eu não era capaz) quando me ouviu a queixar sozinha. Não me deixou mais. Dizia que não ia para a cozinha se eu estivesse mal. Trouxe-me uma pomada para as dores musculares. Esfregou-a nas minhas costas. Fez umas massagens leves nas costas. Ajudou-me a sair da cama. Ajudou-me a mudar de posição. Pôs-me água quente nas costas. Queria ajudar-me a comer (mas aí não foi preciso). Um príncipe que eu tenho.

Depois o problema era outro. Precisava de ir a Paris levantar o diploma de língua até ao final da semana e não tinha condições para isso. Ele disponibilizou-se a ir de metro no dia seguinte (mesmo se não percebe nada de metro) e voltar a minha casa para pegar no carro e ir para o trabalho. Andou perdido nas linhas do metro, como eu já previa.

À noite antes de dormir, tira tudo que estava em cima do sofá. "Que tás a fazer? Deixa isso agora." Ele continua, senta-se no safá e põe o edredon por cima dele. Comecei-me a rir. "Não vais dormir aí?! tás a brincar!"
"Ah e tal porque tens muitas dores, porque não te consegues mexer, porque não vais dormir confortável."
"Exatamente por isso. Não me consigo mexer. Deito-me assim e não me mexo mais. Anda lá, anda para aqui."
Deixou de responder. Apagou a luz e disse-me boa noite. Chorei! Chorei! Como é lindo. Dormiu sentado!!!!!!! Sentado, o meu pequeno.
Dormi super mal. Virava-me para um lado, Virava-me para o outro. De costas, De barriga. E tudo isto em câmara lenta e com dores. A meio da noite meti os tampões nos ouvidos porque o relógio me estava a irritar. De manhã ele acorda, sai de casa e eu não me apercebo de nada. Benditos tampões.

Hoje vem-me dar um beijinho e amanhã vai para Itália por 10 dias. Já estou com saudades.

Para lhe agradecer (porque me sinto um pouco desconfortável com tudo o que fez por mim) comprei uns pastéis de nata, que eu sei que ele gosta, e uma bola de berlim. Agora é só esperar que ele chegue.

Eu sei, isto é só 10% do agradecimento.

18 março, 2015

UM SÓ SENTIMENTO

Particularmente triste nos últimos dias, ou mesmo semanas. E se penso muito nisso choro, por isso nem vou pensar.

Na semana passada passei-me com uma miúda na cantina da escola, agarrei-a pelo braço e empurrei-a contra a parede, de tão mal educada que ela é. Começou a dizer que eu lhe bati, não sei quê, ... Vi a minha vida a andar para trás. Ainda por cima por ser uma rapariga que não se deixa ficar. Não lhe bati mas toquei-lhe. E no mundo atual, fazer isso numa escola é caso para ir para a televisão e ser despedida a seguir com direito a não trabalhar mais nas escolas. Tentei falar com ela mas recusou. Fui falar com a diretora e, ufa!, ela livrou-me. Defendeu-me e disse que não exagerei em nada. Que sabe que há sempre problemas com ela. Toma lá para aprenderes (árabe de merda).

Insegura em relação ao meu pequeno (como sempre). Medo que um dia tenha de ser obrigada a esquecê-lo. Isso sim, é um dos maiores motivos que me faz ficar muito triste. E o facto de saber que ele troca emails com a ex dele também não ajuda. Tenho de falar com ele sobre isto ou as minhas noites de sono não vão ser as mesmas.

Não tenho trabalho fixo e canso-me mais do que se tivesse. Andar de um lado para outro, muda de linha aqui, muda de metro ali, entra no autocarro acolá esgota-me.

Não tenho amigos aqui. A única pessoa que tenho é mesmo o meu homem. (a família e a colega de casa não contam). E sim, amizade é mais importante que amor. Concluí isto em Valência, quando estava rodeada de amigos.

E pronto, é isto que me faz sentir triste. Já é muita coisa.

20 fevereiro, 2015

ANJOS

E só ao final de mais ou menos 15 anos é que eu me apercebi que esta é uma versão Britney Spears portuguesa e no masculino. 
Não?



19 fevereiro, 2015

OS 100 ITENS (10)

13. Doar coisas para caridade.
Claro que sim. e aprendi com a mamã. 
Quando era pequena, andava na escola com umas meninas que eram muuuuito pobres. Era um bando irmãs e houve um ano que três delas se conseguiram juntar todas no mesmo ano, tão boas alunas que eram. Bah, o problema é que na casa dela não havia amor, conversa, comida nem higiene. De vez em quando a mamã lá me dava o recado para que elas passassem por casa para ir buscar umas coisas. Dava-lhes bolachas Maria, cebolas, arroz, batatas, ... E eu adorava fazer parte dessa caridade. Sentia-me super importante.
Com o passar dos anos fui doando a roupa que já não usava àqueles vizinho(a)s que precisavam mais do que eu.

Atualmente não dou nada porque acho que as pessoas são umas esquisitas armadas em ricas e não querem. Já eu aceito toda a roupinha. Fico toda contente quando alguém me dá roupa usada (apesar de não haver muita gente a dar-me). E ainda tenho algumas peças em segunda mão no armário que me deram há uns anos.

16 fevereiro, 2015

BIG BANG THEORY 19







Temporada 6, Episódio 24

15 fevereiro, 2015

S. VALENTIM

Tive direito a um jantar todo romântico feito por ele, uma rosa quase do meu tamanho, um colar (destes da moda todo colorido e muito bonito) e um bilhete que me fez chorar.

13 fevereiro, 2015

SE NÃO É O AMOR, NÃO SEI O QUE É!

Já se passou uma semana e dois dias e só agora consigo escrever sobre isto. (Pelo menos sem chorar. Não me estava a apetecer chorar baba e ranho ao escrever este post)
Quarta de manhã, dia 4 de fevereiro, recebo um email da CEPE a dizer que fui selecionada para dar aulas de Português em Zimbabwe. O A. tinha saído há pouco de casa e eu estava a arranjar-me para sair também quando li o email.
Era a 4ª da lista, o que significa que os três primeiros recusaram a oferta. Já nem sei bem o que senti, mas uma mistura de tudo. Contente, por finalmente ser selecionada por este programa e por ir para África (sonho que ainda persiste). Triste por saber que isto implicaria estar longe dele e sem saber o que aconteceria à relação (depois de tudo o que fiz para estar ao pé dele é um pouco frustante abandonar tudo).

Saio de casa e mando-lhe uma mensagem para me ligar. Liga-me, estava eu no metro, e explico-lhe a situação. Disse-me que eu devia decidir e que podíamos falar nesse dia à noite. Combinamos que eu iria a casa dele para falarmos sobre o assunto. E foi aqui que começou o choro. Chorei que me fartei. Mesmo assim, pensei que amor é uma coisa e trabalho é outra. E não se trata de um voluntariado. Trata-se da minha área de estudos e, mais do que isso, de um trabalho que não tenho neste momento. Pensei que, apesar de tudo, aceitaria. O contrato é de dez meses e, disse-me o senhor ao telefone, posso despedir-me se arranjar outra coisa. Vou aceitar. Entretanto manda-me uma mensagem a dizer blabla tem em conta o impacto que isso trará para a tua vida blablabla que me pôs ainda mais a chorar.

Fui dar as explicações e, disfarçando, também chorei lá.
"Não posso recusar" pensava. Ainda por cima era a segunda vez que me ligavam de África do Sul. A 1ª vez foi em 2011 e não fui selecionada por falta de provas do domínio de inglês. Com tudo que é necessário, vou recusar???

À noite fui ter com ele a casa e quando o vi a boca ficou seca. Não saía uma única palavra. E se saísse era para chorar. E eu não queria. 
Ele não tirava os olhos de mim sem dizer nada.
- Pára de olhar para mim.
- Então?, pergunta-me
- Então quê?
- Que decidiste?
- Ainda não decidi. Tenho até amanhã às 11h.

Foi tomar banho e levou música com ele. Coisa que não é normal.

Abraçamo-nos e as lágrimas começaram a cair. Perguntei-lhe o que deveria fazer. Respondeu-me que eu não lhe podia fazer essa pergunta. Perguntei-lhe o que faria no meu lugar. Respondeu-me... já nem sei. Respostas abstratas, bah.

Jantamos e valeu-nos o colega de casa dele e a namorada para falarem e acalmarem um pouco as coisas (sem saberem de nada).

Antes de dormirmos voltei a falar disso. Disse-me que quando estivemos longe as coisas não foram fáceis. Disse-lhe que estivemos longe sem saber quando íamos estar perto. Neste caso é por um tempo determinado. Concordou.
Falei-lhe também sobre o que seria de nós daqui a 3 anos (fim do seu período em França) e tentou mudar de conversa dizendo que o que interessava nesse momento era a minha ida para Zimbabwe.
- Não!
Disse-me que daqui a 3 anos não sabia sequer se iríamos estar juntos.
- Como? Como é que podes dizer isso? Tu achas que eu gosto de França? Se não fosse por causa de ti eu não teria vindo. 
Acabei por lhe dizer que a única coisa que eu queria saber era se valia a pena recusar a oferta para ficar perto dele. E foi aqui que ele chorou como um bebé encostado a mim. Nunca vi. Que teve direito a soluços e tudo. Perguntei-me se haveria mais algum motivo para o choro.

Devo dizer que me magoou muito ouvir essas palavras. Sim, acabei por recusar a oferta e jurei que nunca me iria arrepender, nem que tivesse de dizer que recusei porque é muito longe e ia estar muito tempo sem ver a família.

Dormimos. No dia seguinte não pensei noutra coisa. E continuei a chorar. Pensar que ele era o homem da minha vida e de repente oiço isso? Não! Dxani, não deixes que te façam isso.
Comecei a mentalizar-me disso e pensei: bah, afinal não tenho nenhum relacionamento sério. Não tenho que enviar mensagens ao meu namorado durante o dia porque... afinal não é nada sério. Não tenho que lhe desejar boa noite porque ... afinal não é nada serio. Numa próxima oportunidade de emprego no estrangeiro, não tenho que refletir porque ... afinal não é nada sério. Acabou. C'est fini! E não lhe mandei mensagens nesse dia.

Curioso que ele me mandou mensagens um tanto ou quanto mais queridas do que o habitual.
Voltamos a ver-nos no sábado seguinte e não tocamos no assunto. (entretanto soube que a 5ª pessoa da lista aceitou). 

E decidi que, se afinal não é nada sério, toca a fazer alguma coisa para ver se conheces gente e não sais sempre com o namorado (que até gosto bastante).

As coisas agora estão bem melhores. Diria até que estão muito bem, Como no início do namoro. Cheira-me até que amanhã vai ser um dia especial, Jantar romântico em casa. E como se eu não o conhecesse, já estou a ver a casa cheia de flores e velinhas (tou a brincar, bah. mas não deve andar muito longe)


E pronto, escrevi o post sem problemas nenhuns e sem choros.




Esqueci-me de dizer que no dia seguinte saí de casa dele e apanhei o metro para ir para o trabalho. Estava tão drograda, tão apática com tudo que paguei uma multa por causa do passe não cobrir todas as zonas por onde eu passava. nem reclamei, nem me fiz de sonsa "ai e tal eu não sabia", nada. 30€? Só? Faz favor, cartão multibanco.

30 janeiro, 2015

DESENHOS ANIMADOS

Eu sei, eu sei. A música já não é recente e todos estão fartos de a ouvir passar na rádio.
Mas eu só a conheci no Natal. (E pelos vistos já tem 2 anos. Shame on me)


Mas gosto muito. E hoje apetece-me ouvir e reouvir. Já que o príncipe me deu folga hoje (amigo de visita)

E digam lá se a melhor parte não é no minuto 2:25
('',)

26 janeiro, 2015

CEPE E COISAS ESTRANHAS

Ontem vi as listas dos professores selecionados para África do Sul, Namíbia e Suazilândia. Foram 13 os professores do 1º ciclo que ficaram selecionados e eu fiquei em quarto lugar. Nada mau. Nada mau, mesmo. Apesar da minha classificação não ter sido muito boa. Só havia uma vaga por isso, se a 1ª pessoa da lista aceitar o posto, não há nada para mim. No entanto, fiquei contente. Deu para ter uma noção da minha classificação e, mais do que isso, que não tenho motivos para ser excluída da candidatura. Se as 3 primeiras pessoas não aceitarem o posto, é a mim que me calha. Sinceramente não sei se quero. Por um lado é o namorado que não quero deixar, por outro é o trabalho de sonho. Aiiii, como é tão difícil de fazer este tipo de decisões. Não há nenhuma frase daquelas "feitas" com algum ensinamento que venha mesmo a calhar para a minha situação? Dava jeito.

Outra coisa. Hoje a minha "patroa" do trabalho de babysitter deu-me folga. Como ela estava em casa, ela não precisava de mim. E isto a ganhar na mesma, é uma maravilha. Mas adiante.
Vinha pelo caminho para casa e a certa altura sinto alguma coisa que me toca de raspão nas costas. Perdida nos meus pensamentos, olho para trás, só naquela, para ver se vejo alguma coisa. Está um rapaz, alto, bem alto, negro, que me diz: Alguém atirou alguma coisa dali.
Só para ter a certeza pergunto-lhe:
- Como?
- Alguém daquela casa atirou alguma coisa.
- Ah ok. 
Tipo, cara de parva, a minha,
Atirou? O quê? Porquê? Oh bairro de me***, este. Fiquei logo a pensar que coisa alguém podia atirar e coisas menos bem cheirosas passaram-me pela cabeça. Arrrrgh. Quero chegar a casa depressa para ver se o meu casaco está limpo. Estava. Mas que foi estranho, foi.

Sim, porque na sexta passada alguém que caminhava atrás de mim acelera o passo e abraça-me por cima do ombro. Assusto-me, pensando que podia ser o namorado, mas essa ideia passou-me logo. Aquela forma de pôr o braço não era a mesma. E era um braço mais pesado. Olhei, e o rapaz, estranhamente negro também, pede-me imediatamente desculpa, dizendo que pensava que era a sua namorada. Oh, sorte! A sério?
- Não faz mal. - digo-lhe eu.
What a fuck?! penso eu em voz alta.
Isto acontece-me cada coisa. O rapaz lá se foi embroa sempre a pedir desculpa.

Depois fiquei a pensar se sou realmente parecida com a sua namorada de costas. E o andar? E as roupas? É tudo igual. Oh sorte (outra vez)!

25 janeiro, 2015

A VIDA DE EMIGRANTE

Tenho 105 € (e uns cêntimos) na conta e menos de 0.20€ na carteira. Acho que nunca me senti tão pobre.
Vou ter dinheiro para pagar a renda no início de fevereiro? Vou, se todos os meus empregadores me pagarem antes do fim do mês.



Atenção: dei estes pormenores de dinheiro porque supostamente este é um blog anónimo. E mais do que isso, este é um blog sem leitores (ou leitores dos mais variados países, excluindo Portugal).

07 janeiro, 2015

BIG BANG THEORY 18






Temporada 6, Episódio 9


Já não metia cá disto há duas temporadas

04 janeiro, 2015

E O ANO DE 2014 FOI...

...o pior da minha vida.
Nem o ano após terminar o curso conseguiu ser tão mau.
Chorei, chorei. O ano em que mais chorei. 

E foi logo em janeiro. Estava a estagiar em Chambéry e não fosse eu prolongar o período de assistência, o contrato terminaria no dia 12. Pensei muitas vezes o porquê de o prolongar. Ia para a escola e servia para nada. Dava 2 ou 4h de aulas por semana e o resto das horas assistia simplesmente às aulas. Falei com a diretora, consegui reduzir um pouco ao meu horário (já que não ia para a escola fazer nada) e comecei a dar aulas também de inglês. A coisa melhorou. 

Fevereiro até foi mais ou menos. Também é mais curtinho. Mês da visita dos primos e mês de ir para a neve.

Março. Ainda não era contagem decrescente da minha estadia nessa cidade mas já começava a pensar o que fazer depois. Afinal apercebi-me de que gostava mesmo do A.

Abril. Chorar todos os dias. Aqui já era a contagem decrescente. Estive todos os dias com o namorado e, fora uma ou duas noites, dormimos sempre juntos. Lembro-me de rir de felicidade quando o abraçava que se transformava de imediato em choro. Final do mês decidimos continuar à distância.

Maio. Para quem estava habituada a estar todos os dias com ele, não o ver (e mesmo ouvir) durante dias foi horrível. Consequência? A Dxani chorava de manhã até à noite. Final do mês não aguentei e disse que queria parar com a relação. Estava à espera que ele contradissesse mas não o fez. Até porque eu disse-lhe decidida que queria terminar. O rapaz não teve escolha. Mesmo assim continuamos a falar como dois namorados. As únicas coisas que não dizíamos era "tenho saudades tuas" e "gosto de ti".

Junho. O mês em que não tive namorado mas reagia como se tivesse. Contava-lhe o meu dia. Ele contava-me o dia dele. Final do mês (mesmo mesmo no final) ele foi a Portugal. Pronto. Fizemos as pazes. Uma semana feliz. Outra vez namorados.

Julho. Mais uma mês de degredo. Não tinha muita coisa para fazer. Ainda dei umas explicações. Tirei o CAPPLE no Porto. Final do mês o tio que está em Paris arranjou uma cunha e fui a uma entrevista. Fiquei. Comecei a trabalhar 2 dias depois.

Agosto. Supostamente podia estar com o meu pequeno mais vezes visto que estávamos na mesma cidade. Mas não foi isso que aconteceu. Como estava a viver em casa dos tios, a liberdade acabou-se. Final do trabalho, casa. Ao domingo? Podia mas esse dia é para estar em família e em casa. Propus sair? Sim, mas percebi que não gostavam da ideia. Ainda fui uma vez com o primo mas senti que foi só para me fazer a vontade. Deixei de pedir e a viver enclausurada. Os tios foram a Portugal a meio do mês e aí aproveitei para estar o máximo de tempo com ele. Até porque depois mudei de casa e a liberdade era outra. Estive algumas vezes mas sentia-o distante. Pensava se ele gostava da ideia de eu ter ido ter com ele.

Setembro. Quando achava que o meu trabalho era assim-assim, neste mês tive a certeza que odiava. Mas o que podia eu fazer? Precisava de dinheiro. Quase chorei quando a gerente me disse que não podia tirar férias no Natal. Depois chorei que me fartei em casa. Trabalhar em algo que não gosto e impedirem-me de estar com a minha família numa altura que adoro. Ficar completamente sozinha em Paris? Mas o que é que estou aqui a fazer? No início do mês saíram candidaturas para a minha área para a zona do país. Como não tinha net, não vi e os prazos passaram. Toca a chorar como uma desesperada outra vez.

Outubro. Fartinha daquele trabalho. Procuro por todo o lado na minha área. Não encontro, claro. Logo no início do mês dizem-me que não me vão renovar o contrato e que só trabalho até ao final do mês. Ia-me dando uma coisinha má. Não gostava de trabalhar lá mas ficar sem emprego era pior. Comecei a mexer-me a sério e arranjei um estágio como professora suplente. Só precisava de passar no estágio para poder ser professora (uma vez que já tinha os diplomas necessários). Avisei que sairia mais cedo do que o previsto porque tinha arranjado na minha área. Passei no estagio. Entretanto foram férias escolares e só me restava esperar.

Novembro. Início das aulas novamente. Toda contente espero que me telefonem na segunda e nada. Até me levantei às 6h da manhã para ter tempo de me preparar e chegar a tempo à escola. Nadinha de nada. Terça igual. Telefono e dizem-me que tenho de esperar. Que nem sempre têm substituições. Percebi que não podia contar com eles e comecei a procurar por outros lados. Entrego currículos em tudo que é escolas privadas no centro de Paris. Meio do mês de novembro e sem trabalhar. Casa para pagar, alimentação. Muita pressão da mamã e da irmã, que tenho de procurar mais, que não posso querer trabalhar só na minha área, blablabla. Choro até de choro. A meio do mês arranjo trabalho como babysitter. Vou buscar uma menina à escola e aguardo em casa dela até a mãe chegar. Começo a ficar um pouco mais contente. O mês já não ia passar em branco. Ponho anúncio na net para explicações de português. Final do mês ligam para explicações de português e de uma escola em Paris. Entrada imediata. Cinco meninos para explicações. Uma vez por semana na escola. Fico contente. Finalmente na área.

Dezembro. Começo na tal escola. Gosto. Apesar de ser muito cansativo. Trabalhar noutra língua também não é fácil. Arranjo mais uma pessoa para explicações de português e desta vez a ganhar mais. Ganho um pouco mais mas nem chega ao ordenado mínimo. Pergunto-me se vale a pena o esforço. Choro. Ainda não tenho amigos. e pelo que vejo não vou ter. Fico ansiosa por ir a Portugal no Natal. Chego a Portugal e é a alegria. Toda a gente me fala de lugares que procuram professores de línguas (querem-me ver cá?). Pergunto-me também o que vou fazer para as franças. As duas semanas passaram a correr. Mas verdadeiramente a correr. nem tive tempo de estar com toda a gente.

Janeiro 2015. Hora da despedida. Choro mais uma vez. Não quero ir. Só tenho lá o namorado e não sei se é motivo suficiente para ir. ainda por cima a viagem é de carro, o que dá tempo para pensar em tudo. E chorar, chorar. Não gosto dos tios.

Agora já estou na minha casinha. Vejo que o frigorífico está vazio mas a conta ainda não está recheada. Primeiro a senhoria. Hoje o pequeno chega. Vamos ver. Ele não sabe desta minha sensação. De não gostar de estar cá. De olhar à volta e senti-me uma desconhecida. (bah, sabe que não gosto disto, mas não sabe que é desta maneira tão profunda)

E pronto, gostava de ter escrito posts durante as férias de natal mas nem tempo tive de me pôr em frente ao computador. De qualquer das maneiras, correu tudo muito bem. Como todos os anos!

Não, este ano não vou passar o mesmo que no ano passado. Isto vai dar uma volta....

19 dezembro, 2014

RESUMO DOS ÚLTIMOS DIAS

Ora, não tenho tido muito tempo para vir para o computador.
Ou estou com o namorado, ou no trabalho, ou a trabalhar em casa, ou nem sei. mas andei numa correria esta semana!!!

Esta semana fizemos a troca de prendas com o A.
Eu dei-lhe uma camisola azul toda fofinha da Benetton. Era um pouco pequena e fui trocar no dia seguinte. Não é por nada mas fica-lhe muito bem. É mais o azul que se sobressai bem nele. Já chega de pretos e cinzentos.
Ele deu-me um vestido da Desigual. Não é uma marca que aprecie. Muita fantochada, muitas cores juntas. Mas como foi ele que deu, eu aceito com todo o gosto e vou guardar para a noite de Natal. Visto que sou uma pessoa pequena com uma altura razoável para uma portuguesa mas não muito alta, o vestido assenta-me de uma maneira estranha. mas meto uns tacões e já pareço outra. Vai é obrigar-me a usá-lo sempre com tacões.
Fizemos trocas de chocolate também. Mas diga-se de passagem que ele comeu mais do chocolate que me deu do que eu. O Ursinho.

Ontem foi jantar de Natal. Estava para ir mais gente mas afinal só fomos 5. Os colegas de casa dele, eu e o rapaz que convidou para o jantar. E diga-se (mais uma vez de passagem) que foi a primeira vez que tive um jantar de Natal tão tristinho. Sem música. Sem brindes. Bah, ainda me ri um bocado com as piadas do petit. E do namorado também, bah, que ele é um engraçado.
Menu de Natal:
Lasanha feita pelo A. (estava boa mas se ainda estivesse quentinha estaria melhor)
Aletria (feita por mim). Acho que o pessoal até gostou.
Bolachinhas de Natal em forma de bonecos (feita pela alemã)
Bolo típico de Baviera (feito também pela alemã) e estava super bom.


Na escola passa-se tudo bem. Ainda não tenho o domínio do grupo mas este mês foi muito agitado por causa do Natal e de eventos que tivemos fora da escola que acho que em janeiro as coisas vão correr melhor. (espero bem)
Na terça foi a festa de Natal dos pequeninos e os pais foram assistir. Tive a oportunidade de falar com alguns e gostei muito. São pessoas muito simples, muito simpáticas. Alguns fizeram-me algumas perguntas sobre mim. E são de uma classe bem posicionada. Só gente chique.

Quanto á R. que vou buscar à escola, só fui terça nesta semana. Isto assim não rende. Ficou doente e pronto. Em princípio amanhã vou encontrar-me com ela para lhe dar o meu presente de Natal. Parece que também tem algo para mim.

Ontem (quinta) e hoje não trabalhei mas andei de um lado para o outro que foi uma coisa louca. Comprar presentes de Natal, rendez-vous, e mais não-sei-o-quê.... Oh la la! Mas c'est bon. Já tá tudo comprado e agora estou no quentinho da minha casa, como eu tanto gosto. 

O meu pequeno vai hoje para o seu país e eu não vejo a hora de ir para o meu também.

Amanhã tenho explicações de português e é tudo para o mês de dezembro. Tenho também uma prendinha para os meninos.

Domingo às 5h da manhã arranco para Portugal. Oh God, mesmo à emigrante.